sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Um texto, uma tarde.


Falaram-me pra escrever um texto. Um texto sem começo, sem meio, sem fim. Era apenas um texto, uma dissertação sem sentido sobre coisas que imaginei. Vou escrever sobre as aves que no céu avistei, escrever sobre o reggae que na tarde escutei. Irei construir um texto, falando pelo meio de pessoas que não encontrei... Disseram-me pra escrever um texto depois da tarde e assim farei! Falei! Irei falar coisas sobre o céu e o mar, colocarei na face deste papel frases feitas construídas com incerteza... Mas com certeza de que alguém vai lê-la. Expressões pré-fabricadas que um dia escutei de pessoas que conversei. Risadas demasiadas, estradas dependuradas, coisas fantasiadas que naquela tarde lembrei... Falaram-me pra escrever um texto, mas um texto eloqüente falando sobre mentes que um dia tentei entender. Posso falar de beleza, de tristeza, é apenas um texto... Posso lhe contar uma decepção, posso lhe mostrar uma construção; a construção de um texto, de uma tarde. Um texto sem fim, um trecho de música ou coisa assim. Neste momento eu vou começar, vou finalizar palavras misturadas que te levem a pensar. Te levarei nostalgia, encontrarei alegria... Farei um texto pelo meio que irá idealizar pessoas inexistentes que andam sobre o ar. Como falei no início, me disseram pra escrever um texto, e assim farei!


Marina Oliveira

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