É como um parto.
Contrações e emoções envolvem-me
ao último vestígio de alma.
Falam-me!
Comem-me!
Devassam-me!
Revelam-me!
Um arrepio toma meu corpo e me arde!
Estou para ter, e vai nascer aqui de dentro.
Sem leito...
Na rua, no chão, nasce do pedaço de ser mais límpido
que não sou.
É como um parto!
Me abro e expulso este meu filho, feito de explosões
desconhecidas de palavras.
Palavras que sentem, queimam...
Sai do espírito humano o poema sem dono,
Que revela com agonia o mais injusto dos sentimentos.
Escrevo por amor a nada!
Escrevo de raiva àquele que me usa
e abusa, me envaidece, me entorpece.
O amor...
É como um parto!
Marina Oliveira
Contrações e emoções envolvem-me
ao último vestígio de alma.
Falam-me!
Comem-me!
Devassam-me!
Revelam-me!
Um arrepio toma meu corpo e me arde!
Estou para ter, e vai nascer aqui de dentro.
Sem leito...
Na rua, no chão, nasce do pedaço de ser mais límpido
que não sou.
É como um parto!
Me abro e expulso este meu filho, feito de explosões
desconhecidas de palavras.
Palavras que sentem, queimam...
Sai do espírito humano o poema sem dono,
Que revela com agonia o mais injusto dos sentimentos.
Escrevo por amor a nada!
Escrevo de raiva àquele que me usa
e abusa, me envaidece, me entorpece.
O amor...
É como um parto!
Marina Oliveira
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