quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Homem


És tu que és sem ser.
Um quente aroma que laça meu corpo
em teu abraço.
Você é sem saber a mais bela das criaturas.

Temperatura que afugenta
qualquer vestígio de frio.
Boca que encontro em macias
pétalas de negras rosas.
Movimentos que soam como a brisa...

És tu, homem meu,
que é sem ser.
Se vai como o sol em um final de tarde,
mas sempre retorna clareando
a lua com seu sorriso radiante.

Perfume de terra nativa,
por ti darei a vida que não tenho.
E em teu corpo entrego-me,
a vida, a morte.

Percorro as entrelinhas do teu
sabor de fruta fresca...
Homem que é sem ser!
Se soubesse o quão fervoroso é, entregava-se
as águas límpidas que em mim passa.

Vem e aquece minh’alma
como numa senzala que de
suor transborda,
lotada.

Cá te espero para levar-me
a um universo escuro e quente;
Que em sua presença é infinito que
ferve entre as mãos...
És tu homem, que é sem ser!


Marina Oliveira

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