sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Olhar Subentendido

Foi da janela do meu quarto que vi o sol nascer,
senti-lo tocar o meu corpo,
e aos poucos me cobria de luz e alegria.
Da janela do meu quarto ouvi a sua voz
que se escondia dentre as nuvens,
convidando-me a voar sem direção.
Acompanhei todos os movimentos,
de todos os ângulos em todas as horas...
Da mesma janela eu vi o sol se pôr,
meu peito se encheu de dor ao ver
que tudo aquilo não se passava de sonhos.
Apoiava-me na sacada
e derramava lágrimas de decepção.
O sol sumia e das minhas lágrimas a lua nascia
trazendo com ela gotas brilhantes
que espalhavam-se no meu céu.
Foi quando notei que da janela
do meu quarto posso ver infinitas coisas,
porém, as mais belas brotam de dentro de mim...


Marina Oliveira

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