segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Amantes de Eldorado


Vai Borboleta!
Segue a trilha dos sinos,
Passeia pelos anfiteatros da vida,
Voa pra onde o vento lhe levar.

Vai minha vida!
Continua a voar,
Vai seguindo que estarei por perto;
Soprando em teus ouvidos
Com meu mais doce tom:
Que o amor, foi feito pra dar.

Vai meu pássaro!
Corre para despertar o mundo,
Anuncia o segundo que está
Prestes a acabar.

Vai minha vida,
Que estou do teu lado a caminhar;
Infinito como o amor
-até quando ele durar-.

Vai meu mundo, segue teu caminho!
Que as entrelinhas da vida
-Por mais que demorem a chegar –
Vão nos deixar, de frente com o tempo,
De frente com os olhos;
Enquanto o brilho durar...




Marina Oliveira

Cobra cum asa...


Dérum asa prás cobra,
Agora elas tão aí,
Sobrevoando o meu jardim
Esperando um momento de distração,
Pra ocupar o meu humilde sertão.

Tem Cascavel, Jararaca,
Surucucu e Coral.
E por aí vai o arsenal...
Már nem Naja supera
aquele veneno arretado.

Daquelas cobra qui vem
Dizendo ser do bem,
Faz inté cara de amiga
Pra ôce acreditá .
Quando cê menos espera
Lá vem ela com as presa
Pronta pra atacá.

Cobra da miséra,
Se ocê me pega,
também vô te pegar;
Se é nesse mundo cão,
onde irmão mata irmão
qui tá guardado o seu lugar!




Marina Oliveira

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Menina aquarela


A menina sorriu quando percebeu uma luz que vinha de dentro:

Foi tanta euforia
que até a tristeza,
com seus olhinhos de fel,
se rendeu aos encantos
da pequena aquarela
no cantinho do papel.
Foi aí que surgiu,
de um simples cantinho,
o doce perfume de lavanda com mel...





Marina Oliveira

42 segundos para o final do dia


Faltam 42 segundos para terminar o dia;
Quando isso acontecer,
Restará apenas eu e você
Como da ultima vez,
dançando com os pés molhados de mar.

Lembro-me bem quando dizia:
-Não há vento que leve nem sol que seque...
O aroma guardado na minha pele é mais forte
que todas as lágrimas que ousou derramar.

Por isso meu bem, eu vou te levar,
vou te guardar na mais linda concha
na beira do mar...
Que faltam apenas 40 segundos pra noite chegar.

Obrigada.





Marina Oliveira

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

L


Quem sabe um dia não exista mais poesia,
a poesia do papel que dá sentido as linhas.
Quem sabe até ela sobreviva, para os que
respiram palavras e se alimentam da luz
que sopra nos ouvidos da vida.
E quando as palavras perdidas sumirem de
mim?
Serei somente pó.
Que sentido faz a existência sem as fantasias
poéticas, proféticas...
Que sentido faz irmão?
Viver sem o brilho da emoção?
Quando a poesia se esvair
e a ausência se tornar presente,
branca e reluzente;
Morrerei novamente.
Pois o que dá sentido a vida
é o balançar das palavras,
das minhas amadas,
palavras.
E quando não houver mais
a canção,
O tempo soprará nos meus ouvidos...
Oh! Amada poesia, há quanto tempo não lhe escrevo com
o coração.
Logo você, que faz meu sangue correr até fora do corpo...






Marina Oliveira

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pode entrar...


Quando chegares a minha porta
com a brisa das laranjeiras,
Não te assustes!
Custarei acreditar...
Porém, se brilhar o olhar e o
sabor fluir como na velha rua,
poderei reconhecer:
Que você,
veio trazer um bocado de música
pra perfumar...
Irei dizer então:
-Pode entrar!






Marina Oliveira

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O poeta e a flor.


Já é primavera!
A época das flores,
do perfume das novas flores;
que se achegam de mansinho
soprando um pouco de carinho
para quem já está cansado de
carregar sementes que morrerem
no inverno...

-Já é primavera! Anunciava a flor.

E eu fiz que nem sabia,
só pra ver você brotar
com essa charla de flor
despetalada,
com essa força n’alma
que clareia meus dias.
Mesmo você, que chegou de repente
já imaginava, que eu,
poeta do meu jardim
me renderia, sem medo,
às pétalas acesas do
teu corpo em flor.






Marina Oliveira

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

pelo, pela, pelos, pelas.


Obrigada:
Pelos momentos, pelas risadas, pelos abraços, pelas palhaçadas, pelas lágrimas,pelas viagens, pelos sarros, pelos conselhos, pelas verdades, pelo tempo, pela existência,pelas coincidências, pelas broncas, pelos banhos de mar, pelo olhar, pelo caminhar, pela cerveja, pelo jantar, pela companhia, pela alegria, pelo amor, pelo sonhar, pelas fotografias, pelas palavras, pela euforia, pelo agüentar, pela ligação, pelo apertar, pela coragem, pelo sorriso, pelo paraíso, pela irmandade, pela sintonia, pela fantasia, pela infância, pelas dicas,pela irresponsabilidade, pela sacanagem, pelos verbos, pelo céu, pelo entendimento, pela fé, pela birra, pela graça, pelo lembrar, pelo dia do poeta, pela festa, pelas tintas, pela bagunça, pela presença, pelo convite, pelo zelar, pelo suco de abacaxi, pelo círculo e pelo tempo nunca perdido.
Obrigada:
Por estar presente, por estar contente, por estar ao meu lado, por entender meu dicionário, por ser da família, por ser minha filha, por ser minha criança, por ser minha Irmã, por ser minha esperança, por ser minha casa, por ser diferente, por ser passado, por ser futuro, por ser concreto, por ser de ferro, por ser de algodão, por ser o tudo, por ser meu chão, por dar a mão, por confiar, por ser além, por ser alguém...
Por ser alguém que me faz tão bem.

Amo você desde uns sete anos atrás.

Mais uma vez, obrigada.






Marina Oliveira

terça-feira, 26 de outubro de 2010

única dose.



-uma dose, por favor.
espero aquele líquido ser entregue em minha mesa.
mas o que há dentro?
seguro o copo:
observo, inalo, sinto...
vejo também algumas pessoas ali,
ofegantes por não saberem o que fazer,
tudo uma merda e ninguém olha pro lado.
aproximo o copo da boca, respirando-o uma ultima vez.
desisto.
retiro meu isqueiro do bolso,
acendo um cigarro para uma última reflexão:
é o mundo em minha frente transformado
num copo de aguardente!
não sei se bebo de vez, ou pausadamente,
engolindo todos que me fazem mal.
um a um ou um único gole?
eis a questão...
(...)

-aceita mais uma dose?
-não, obrigada. Eles que se afoguem!







Marina de Oliveira

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Para Manuel...


Ensina-me o caminho Manuel?
Como que faço pra chegar lá?
Posso ir de trem?
Se for preciso vou a pé também;
voando, quem sabe...
Mas tenho que ir, por favo,
ensina pra mim?
Diz-me como é o caminho!
Se é de pedra, barro, areia...
Posso ir sozinho Manuel?
Pois se for pelo mar,
não posso carregar mais ninguém,
que meu barquinho de papel pode naufragar...
Lá tem rei mesmo?
Disseram-me que até louca tem!
Se for assim, quero ficar louca também.
Pois é tanta alegria que existe lá...
Você vai me ensinar?
Manuel?
Manuel?
(...)
-Acho que terei de ir sonhando... Ah! Pasárgada.







Marina Oliveira

Aqui jaz um poeta.


Estou de saco cheio de tanta coisa.
De tanta roupa, de tanta lágrima, de tanta cena...
É que meu estômago não agüenta mais,
não suporta mais ser alimentado por sementes
que nem sequer foram plantadas.

Já estou farta de tantos sorrisos, falsos sorrisos;
falsos sentimentos.
É tanta máscara neste meu carnaval...
Todo mundo mente o que sente;
e convence.

Pelo menos me convenceu diversas vezes.
Não mais...
Pois se é de pedra o coração
dessa gente, que o meu também seja.
Acabou.





Marina Oliveira

sábado, 23 de outubro de 2010

Melhor não perder tempo...


Preciso encontrar no velho baú as palavras ácidas que costumava utilizar em meus textos. Na verdade, decidi procurá-las com a intenção de retomar o estilo ‘marinístico’da escrita; sem melodramas, sem vocabulário rebuscado, sem maquiagem.
O problema é que já revirei todo baú e não encontrei tema algum que instigasse o ressurgimento destas palavras...
Alguns textos engajados, e por aí vai. Política, fé, meio ambiente, fome, riqueza, capitalismo... Encontrei alguns contos eróticos também, com a mais chula forma da escrita, o que me empolga muito, o naturalismo/realismo é sempre bem vindo para acabar com o moralismo ridículo que encobre a selvageria humana.
Vejamos o que temos mais aqui: um pouco da idiotice romântica das inúmeras paixões, certa ingenuidade – confesso preservá-la longinquamente-, temos aqui quatro anos de puro ‘tempo’ e aventuras inimagináveis, algumas frases literalmente á-ci-das, algumas estrofes bêbadas; tudo isso fruto de um relacionamento entre adolescência e curiosidade demasiada. Acabou.
Entrelinhas multicoloridas. Acredito que não exista ninguém capaz de entender certas coisas aqui encontradas; não duvidando da capacidade interpretativa das pessoas, nunca duvidei, a questão é que nunca acreditei na inteligência dos burros. Desculpa, mas é verdade.
Não confio em quem não utiliza das orgias literárias para compor um bom texto. Essa mania de organização perfeccionista já me encheu o saco. A beleza está na dança das curvas - isso já foi dito por mim, mas é sempre bom reforçar-.
Que porra! Já não agüento mais preservar estes olhares provincianos. O mundo existe, e é deliciosamente antropofágico...
- Mais um cigarro, por favor. Pausa. Em cinco minutos continuarei minha busca neste baú (apesar de não lembrar muito bem o que procuro).
(...)
Achei! Achei a origem dos meus medos: Jurandir, nunca esquecerei este infeliz nome.
Encontrei também a causa dos meus inúmeros pesadelos com piscinas extremamente fundas: Mar Grande, alguém tenta me afogar, de brincadeira, será?!
Bem, deixarei isso para outro momento.
O que temos mais aqui...
Um dos sete pecados mais utilizados pela minha pessoa: Preguiça... Como dizia Caymmi: “Uma chuvinha, redinha, Cotinha, aí piorou, não tô, nem vou...”
Aiii, que sono.
E não vou mesmo, não vou dar ibope ao que me despreza; isso sim é um gostoso cansaço.
Mas quantos sonhos têm aqui! Quantas cores, quantas dores...
-Ei! Todos vocês que estão desperdiçando tempo lendo este descabeçado texto, podem me julgar! Não me importarei.
Imaginar, fantasiar, criticar, falar, digerir... Vamos! Continuem.
Que vou continuar a procurar o jeito ‘marinístico’ de versar, quer dizer, vomitar. Suco gástrico para todo lado, em forma de letras desorganizadas.
Pois é assim que gosto do meu samba, assim que minha amada vida dança.
Amando cada pedaço, odiando cada pedaço também, e tudo junto, no mesmo espaço; nada de separar, homens do lado, mulheres do outro. Na minha escola de samba é todo mundo do mesmo lado.
E assim essa busca se encerra, ela e essa minha mania de viver buscando coisa alguma.
Vou fechando o baú, lentamente...
-Achei! Achei o que não procurava, que espetáculo!
Dois reais no bolso da calça - como é bom encontrar um trocado-, com mais trinta centavos entro num ônibus e vou embora, procurar no mundo.





Marina Oliveira

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Gostoso cansaço...


O sonho noturno fluiu assim:

Quando me vires de costas tome cuidado,
Estarei cansado demais para olhar pra trás.









Marina Oliveira

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ser ou saber...


Alguém aí pode me dizer,
por que sou assim irresponsável?
Tenho essa mania de só fazer
o que gosto e jogar ao vento o
que não é do meu agrado...
Vou deixando para trás infinitas
oportunidades, as que desagradam
meu teimoso ego.
É essa vida minha inconseqüente que
faz-me correr tanto para lugar algum.
Por favor, alguém aí pode me responder??
Sequer escutar os meus gritos mudos de prazer?
Pois não sei fazer e não tem jeito
d’eu aprender, a seguir as retas corretas dessa vida.
A dança das curvas me agrada muito;
e receio saber que numa dessas esquinas vou me desfazer.
Alguém aí pode me falar?
Será que vou crescer?
Ou vou morrer sem saber o quão correta poderia ser...






Marina Oliveira

Cheiro de flor


Foi assim como um perfume
de flor ao brotar,
o amor...
Tem um aroma igual ao de
teus cabelos,
misturam-se pétalas e pelos
nesse abraço bom que é só
seu, só meu...







Marina Oliveira

Versos não ditos


Vou lhe dizer agora sobre os tais
sonhos que sonhei.
Dir-lhe-ei a verdade diante teus olhos
castanhos.
Não esconderei a sinceridade do amor
em meu peito.
Falarei simplesmente que não existem
motivos para amar assim como eu...
E vou amar-te até o ultimo verso desta
poesia;
E cada estrofe levará um pouquinho deste
irremediável sentimento pra ti.
Quando terminares de ler vai descobrir
o quanto senti e não pude dizer...
Mas anda depressa que já vai anoitecer.
Anoiteceu!
A poesia virou lua e nada mais pode dizer;
é que lua não fala...






Marina Oliveira

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Contador de histórias


Dei-me a mão e vamos sair
pra ver de perto as velas que beijam o vento.
Vamos comigo sentar no cais,
ouvir histórias de veleiros antigos...
Posso te contar também, meu bem,
contar o que sei sobre o tempo
que se passou em meu coração manuscrito.
Dei-me a mão, segure firme.
Que do cais podemos passear no ar
e na mais bela nuvem acampar.
Podemos ficar uns dias por lá
admirando as borboletas.
Por último podemos pegar aquele caminho secreto...
Soube que lá podemos deitar no cais
que flutua no ar como antigos veleiros;
as velas batem asas como borboletas...
Podemos até ver nas nuvens
os beijos manuscritos
de um coração contador de histórias.





Marina Oliveira

terça-feira, 12 de outubro de 2010

...


Serei eu um mero andarilho sem rumo?
Seguindo apenas o som do vento e
o sentido da correnteza...
Talvez eu seja a lua cheia,
o canto das aves,
o devorar dos bichos.
É que ninguém entende minhas filosofias...
Talvez as estrelas entendam um dia,
uma noite, quem sabe...






Marina Oliveira

água e sal.


Tão forte é sua beleza que ao deparar-se
com os galhos duma velha árvore
-o tempo se esconde com a tal gravidade-
As gotas de sal chovem, destemidamente,
vestidas de prata...



Marina Oliveira

Simbiose


As nuvens agora se misturam aos raios
vivos do fim do dia,
num momento onde já não conseguimos
distinguir os elementos.

Agora já não se sabe o que é fogo,
o que é água, o que é terra, o que é ar...
Todos se uniram numa simbiose de beleza.

A raridade transforma realidade em sonho.
Agora já não sei quem sou...
Um ser feito somente de amor?
Ou a beleza materializada nos olhos de um sonhador?

A cada segundo dessa vida as fotografias
misturam-se ao vento, que as levam para além do que
posso admirar...





Marina Oliveira

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Caixa.


Encontrei uma caixa há um tempo.
Não estava em sua melhor forma,
mas ainda apresentava grande resistência.
Era feita de madeira, talvez jacarandá;
Seu cadeado, apesar de apresentar sinais de ferrugem
estava guardando o interior com grande veemência.
O que mais me intrigou foi o fato de
o cadeado não possuir abertura para chave...
Estudei todas as possibilidades de abri-la,
Todas em vão.
Naquele momento minha mente concretizava o inimaginável,
fazia estripulias psicodélicas para decifrar alguma forma
de conhecer o segredo escondido naquela misteriosa caixa.
Foi quando numa dessas noites encontrei a chave necessária
para abri-la...
Em seu interior encontrei:
A alma do mundo que estava presa.



OBS: Cada um possui em seu interior a ‘chave’ para abrir qualquer ‘caixa’ - deste e de outros mundos-. O problema é reconhecê-la...







Marina Oliveira

sábado, 2 de outubro de 2010

Conchinha musical.


Que tanto canta essa conchinha do mar?
Tão tagarela assim nem me deixa dormir.
É toda noite a mesma coisa,
sempre que fecho os olhos a falante
desatina a cantar sua eterna sinfonia.
Não satisfeita, conta história também...
Que é sempre a mesma:
O amor vivido na areia da praia,
achou uma casa e foi nela morar
(...)
Conchinha do mar.


-A um molusco saudoso.





Marina Oliveira

Vai saber...


Oh meu bem, não me olhas assim
como quem pede perdão.
Pois coração mole feito o meu ainda não vi igual.

Sei que há tempos estás imersa em minha poesia.
Cuidado meu bem!
Versos traiçoeiros como os meus ainda não li igual.

É que escrevo apenas segredos disfarçados
de sonhos.
Irreal, real, irreal, real...




Marina Oliveira

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Minhas consequências


Nunca tive muita paciência
para pensamentos longos e concretos.
Tenho uma irremediável mania
de fazer antes, pensar depois.
Só assim os pensamentos ficam mais
leves, desprovidos de muita densidade.
Eles passam por mim e logo ganham
a vastidão do horizonte.
Por isso ‘consequência’ não é algo
Que signifique muito pra mim...
Pois minha grande distração nessa vida
é deleitar-me nas surpresas que aparecem
nas distintas esquinas;
sendo assim, vivo também tristezas profundas,
Pois sei que as alegrias serão grandiosas
e verdadeiras.
É nesse misto de quedas e vôos que me sinto
fascinantemente viva.





Marina Oliveira

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Feijão com Macarrão


Nada é o que parece ser,
Nem nunca será.
O que é, verdadeiramente,
Esconde-se dentre os pareceres da vida.

Por isso meu amigo, tome cuidado, fique atento:
As cobras estão disfarçadas por entre as árvores...
Na verdade, o amor é o réptil.
Eu sou apenas o jardim.






Marina Oliveira

domingo, 12 de setembro de 2010

Comunicado ao Tempo;


Parei com o tempo,
Talvez por ter percebido que
Estava realmente parada no
Tempo.
Meu mundo lúdico misturou-se
Algumas vezes com a realidade,
E levou-me a um lugar mágico
Onde o passado não existe, ou melhor,
É esquecido.
Confesso ter vivido experiências que me
Fizeram crescer de forma inexplicável e
Empolgante.
(...)
Às vezes tenho a impressão de ter
Abandonado todo um universo só meu,
Que ninguém jamais ousou conhecer
Mas acontece que alguns sonhos nos enviam
Mensagens que muitas vezes
Não podem ser deixadas para trás.
Rompi com meu amado tempo,
E vou seguir andando ao lado
De um novo caminho.
Obrigada amor,
Mas agora prefiro encontrar-te
Em algumas poucas esquinas.
-Meu tempo agora é outro.







Marina Oliveira

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Até logo!


Já se faz tarde meu bem,
E eu não posso mais ficar.
Vou pra luta,
Tenho muito amor pra zelar.

E você, tem algo pra dar?
Que não se compre nem se possua.
Algo que seja estado de graça,
Pode até ser a pura sinceridade de um sorriso.

É que eu já cansei...
Das suas falas empacotadas,
E desta redoma de ouro
Que reluz empáfia.

Mas como eu ia dizendo,
Eu já vou embora,
Tenho muita terra pra molhar,
É que gosto mesmo do cheiro do mato, sabe?

E esse seu perfume forte me faz enjoar...
Já ta na minha hora e não vou mais ficar,
Que de longe o vento traz
O barulho do trem.

Lá vem ele cantando
Pra me embalar.
Eu to atrasado
-Até logo meu bem, eu vou para -a- mar!




Marina Oliveira

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um presente


Eu te amo tanto
Que só de sentir esse amor
Sei que não vou morrer
Vou viver pra ver,

Pra ver você:
Chegar de repente,
Com esse olhar de oceano
Abraçando-me lentamente até adormecer.

Pois sei que mesmo sem você presente
O amor que nos faz viver
É maior que a ausência
Que -tenta- nos fazer sofrer

Sei também que a saudade
Que aperta meu peito
É pretexto do tempo
Para eu aprender:

Que para nós a ausência não existe;
E é na fé que vamos trilhando
O caminho do amor,
Meu pequeno e grandeioso Zé...







Marina Oliveira

Um boteco, um samba e algumas doses de mar.


Foi nessa tal boemia que aprendi a sambar
E na desordem das ondas
Vou declamando alguns versos,
Tomando alguns goles...
Pois assim que Cartola anunciar:
“Corra e olhe o céu”
Eu vou pra nunca mais voltar!
E que a moradia destes versos
Seja sempre uma garrafa;
Um boteco, um samba e algumas doses de mar...






Marina Oliveira

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um poema sem nome
para um poeta contente:

-Que o melhor da poesia é deixar livre a mente...









Marina Oliveira

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Gota D'água


Depois de tanta chuva,
O mar se encheu,
E precisava apenas de uma única gota para transbordar...
Caiu uma gota d’água do céu,
Singular e cintilante.
Um beijo de liberdade eclodiu no oceano;
Ah! Como é bom viver!
-Adeus velho mundo...









Marina Oliveira

terça-feira, 3 de agosto de 2010

rouba-flor.


No verão de 1916 um pobre beija-flor apaixonou-se pela rosa mais bela dos jardins suspensos.
Mal sabia ele, que suas pétalas avermelhadas não foram feitas para amar...
E toda vez que o beija-flor se aproximava, a rosa dilacerava seu peito com espinhos;
porém, o ingênuo pássaro sempre a perdoava...
Até que um dia ele avistou uma verde esperança, que disse assim:

-As flores não amam e os pássaros também não sofrem.

Ele foi embora pouco depois do inverno de 1919, nunca mais voltou...
E até hoje a pequena rosa não sabe onde está seu coração.




P.S: Esperto beija-flor!





Marina Oliveira

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sonhos


Acontece que não sei interpretar os sonhos,
os que aparecem quando fecho os olhos...
Vai ver que são muitos; e quase todos sem fim.



Marina Oliveira

banho mari -n- a


Hoje estou viva.
Viva para sentir a chuva tocar minha pele,
Pra ouvir o vento sussurrar nos meus ouvidos doces palavras.
Antes de tudo, estou viva, porque simplesmente vivo;
Sobreviver não é comigo...
Sobreviver num mundo de máscaras, sem poder ser você, é
Para quem tem sangue de barata.
E eu não tenho!
Meu sangue ferve numa mistura de poesia e arte.
Eu vivo porque grito!
E grito bem alto para espantar as energias negativas.
E sigo andando lentamente pelas ruas dessa vida.
Plantando e colhendo meus frutos, regando algumas flores, alguns amores...
E sigo cantando o que sinto pelos bosques iluminados do caminho...
O que eu penso ninguém tira de mim.
Pois a vida é uma só; e ter medo de arriscar é para os pobres coitados.
Por isso eu risco, arrisco, rabisco, tropeço, levanto...
E finalmente petisco, quer dizer, deleito-me num enorme banquete de frutas frescas.
Hoje estou mais viva do que nunca, desenhando meu mundo com diversas cores, diversas figuras.
É tão bom viver sem razão, viver de emoção, viver como poeta...
Eclodindo amor e luz e bebendo a liberdade.
Andando por onde meu coração mandar,
Porque o mundo precisa de mais poetas!



-Ou será que são os poetas que precisam mais de 'mundo'?






Marina Oliveira

terça-feira, 27 de julho de 2010

pôr do sol


Senti o vento chegar
Com um perfume novo de flor.
Não era dia,
Muito menos tarde.
Foi na primavera desta nova fase...
A vida fluindo à espera de um novo amor;
Sem ressentimento,
Sem mágoa,
(...)
Era apenas a primavera das flores novas;
E o vento que passou
Deixou pra mim uma mensagem:

“Deste o melhor de ti ao ver o sol,
se ele se pôs, só resta ao mar seguir em frente
e só olhar pro céu quando valer a pena...”

-Escutei o vento e um beija-flor me abriu a porta.






Marina Oliveira

despertar


Em breve poderei andar descalça;
Sentir nos pés a textura da terra encantada,
Lavar a carne com as águas puras do Vale,
Respirar a verdadeira vida
E ser, sem temer perder o ter.
Porque este, não me serve de nada
É apenas um fantoche usado pelas propagandas
Numa sociedade iluminada por holofotes de grandeza material.
Falta pouco tempo para eu seguir o caminho
Que é marginalizado pelos grandes
E escolhido pelos resistentes.
Quero mais é deitar ao chão,
Deleitar o céu,
E deixar a alma passear nas nascentes das quedas...
Vou esperar o tempo sem olhar pra trás,
E enfim, dar adeus ao velho e decadente mundo.







-Serei marginal enquanto possível, e verei a putrefação do mundo como um final de tarde nas alturas do Pai Inácio.






Marina Oliveira

domingo, 11 de julho de 2010

A poesia da noite passada.


Fiz uma grande poesia
Com direito a luz de velas e boa companhia.
Um colo aconchegante,
Um calor quase que reconfortante
E algumas folhas fechadas para presente.

Fiz uma grande poesia com o corpo,
Mas a mente caminhava por outros mundos,
Ela e sua atroz teimosia...
Lembro-me bem que escrevi grandes versos,
Não sei ao certo seu conteúdo.

Sei apenas que era completamente ilícito.
-Uma poesia embebida noutro corpo...






Marina Oliveira

quinta-feira, 8 de julho de 2010

baía


Estes olhos da minha terra
Que se deleitam nestas águas calmas da baía...
Pouco sabe estes olhinhos que em breve
Serão feitos de água e sal.

Ah! Minha Bahia deixe-me vislumbrar
Mais um bocado desta terra
Recheada de beleza
Nas águas quentes dos sambas de Caymmi.

Que a vida é curta
E a alegria da minha velha Bahia
É comer vatapá com as notas da melodia
Que saem das águas do mar.




Marina Oliveira

Fotografia por Pierre Verger

O mundo com Daniela.


Não tem tempo ruim.
Nem Ela,
Nem Joana.
O mundo com Daniela tem:
Conversa fiada debaixo da escada
Fumaça voando por todos os cantos
Água também tem.
Uma bolsa que se enche, apenas, com duas latas:
A do amor - que é de Dani-
A da felicidade - que é minha-.
E quando essas duas se encontram...
O mundo fica completamente circular
As risadas correm no tempo
E ao chegar a casa no final de semana,
A vida ganha um tom de dormência bem singular.
Uma tela,
Algumas cores,
Uma pitada de fórmula,
E tempo,
Tempo a gosto!




Marina Oliveira

Felicidade é assistir o vento.


Há felicidade maior do que assistir o desenrolar do vento?
Quando brisa, balança as folhas,
Se mais forte, envolve os galhos...
Agora, meu caro amigo, bom mesmo é ver sua fúria na tempestade:
Só fica o que renasce!




Marina Oliveira

Amor infantil


Está vendo criança,
O comprimento que a noite tem?
E que a largura do dia cresce a cada instante
Que o luar invade o céu como todas as flores
Da nossa primavera?

Pago caro por amar-te em alguns versos ditos
Por um pobre coração,
Que de tão louco mergulhou
No mais ‘embreagável’ líquido:
A esperança.

Perdoa-me por tentar mostrar o real
Tamanho das estrelas;
Que de tão apaixonadas pulavam
Na escuridão da noite.
Foi repentina a alegria da lua.

Está vendo criança?
Como a chuva lava a alma
Mas não leva sentimentos?
Que nem o tempo pode apagar
A sinceridade do olhar entre os astros...

O meu erro foi amar-te na claridade dos dias.
Em cada verso de poesia que fiz
E cantei por toda serenata dessa triste e linda história.
Perdoa-me o desafinar do violão,
Pobre canção, atordoada de amor.

Pago caro por entregar-te:
Alguns sorrisos sonhados,
Alguns sonhos não desvendados,
E pensamentos outrora
Inimagináveis.

Está vendo criança?
Que continuarei a amar-te na insolência
Dos meus versos íntimos.
Não mais tímidos, mas íntimos;
À medida que o tempo passa e o meu amor
Embrulha-se pra presente, aguardando o desabrochar da aurora.

Amo-te em cada pétala de flor que vires,
Em cada beija-flor que cruzar seus olhos,
Em cada pôr-do-sol – mesmo na presença da chuva-
Em cada nascer da lua.
Amar-te-ei a cada piscar dos teus olhos.





Marina Oliveira

quarta-feira, 30 de junho de 2010

o roubo.


Roubaram minha inspiração
Levaram também meu chão,
Meu coração
E um punhado de versos que guardei para quando chegar o sol.

Invadiram minha casa
E vasculharam o sentimento mais tímido
Com atroz teimosia
E uma dose de perversidade

Reviraram também alguns sonhos
Espalharam minhas coisas por todo lado
Em cada cômodo era possível encontrar um pedaço de mim.
Papel, caneta, segredos e coração.

Não foi um ladrão qualquer,
Desses que roubam coisas ao cair da noite...
Assaltaram-me a luz do dia,
E que dia!

Levaram-me a poesia que fiz
Naquele fim de tarde,
Quando sentia a claridade do amor
Deleitar-se no tremor das águas.



Marina Oliveira

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Dança do Corpo


Na dança do corpo
Até a mente anda
Até a cadeira dança
E o corpo?
Será que sente?
Ou engana a gente,
Com seu ar ilimitado.
Será que é vento
Que balança os braços?
Que levanta as pernas?
E eleva a carne em seu suntuoso espaço
Mas o corpo mente, quando incorpora a gente
E faz girar o tempo nas entrelinhas do movimento...
E a cadeira que ganha vida?!
Bem sabe ela que apóia a mente...
Mas a vida dança,
E insiste em clarear o horizonte.
Pode até ser passarinho;
Mas aqui, sou eu sozinho,
Invadindo o céu ao som da arte.



Marina Oliveira

Escrito para a disciplina de Ação Artística.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Farsa-luz


Uma luz no céu surgiu
Lá vinha ela cheia de vida
Tentando ofuscar as tantas estrelas

Trazia mistério no corpo
Fumaça no rosto
És brasa ou chama?
Que chama a gente.

Tentando nos envolver
Nos seus raios de poder
Será mesmo que estes olhos
Podem tudo enxergar?

Diz-se ser sol na sua essência de vida
E usa de falsos artifícios para entreter
É o portador da luz que veio vindo despencado

Possui asas de coruja
E repousa no topo da pirâmide
Espalhando suas máscaras filantrópicas
Para quem não quer ver

E vem flutuando
A bola de fogo
Quanta soberba...

-BUMMMMMMMMMMMMMM!

Era uma nova.
Uma nova bomba para a guerra.
Pois que venha a farsa-luz!



Marina Oliveira

terça-feira, 30 de março de 2010

Turquesa


Havia uma cortina de flores
Com todas as espécies desta terra
Como eram coloridas as flores
Produziam um perfume doce de pólen

E convidavam as abelhas,
As borboletas
Que deixavam o ambiente ainda mais furta cor
Era uma explosão de vida para meus sentidos

Em pouco tempo chegaram os passarinhos
Cantando suas canções e fazendo estripulias pelo céu
E que céu!
Um tom azul turquesa quase mar...



Marina Oliveira

Para chamar a chuva


Cai chuva!
E que venha contigo a paz pra regenerar
Estes pobres humanos.
Vem lavar a alma dos impuros
Que sujam seus corpos com venenosos produtos
E limpa também os olhos,
Para que possam enxergar o vasto horizonte que vos foi dado.
Cai chuva, e vem com vontade!
Derruba os palácios deste contemporâneo império de ferro.
É o inferno pós-moderno da nossa civilização...
E faz crescer o cheiro das folhas que me lembram a infância.
Vem depressa lavar os rios, que estes peixes respiram pó.
Traz um bocado de amor
Pra fertilizar nossas frutas e embelezar nossas flores.
Enche de VIDA nossas “telenovelas”
Para que as crianças brilhem com sua natural ingenuidade.
Pois no meu tempo a risada era feita através dos banhos de chuva
Na areia do parque.
Traz água.
Traz um sonho pra mim.
-Uma gota de prata na pétala de flor já basta.



Marina Oliveira

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Vendedor de Balas


Havia no ponto de ônibus um moço que vendia balas:
-São as deliciosas balas...
Já gritava ele a sua freguesia.
Um estalo suspende sua fala por alguns segundos,
Silêncio.
Um arrepio chega com o vento que fez o ônibus ao passar.
O vendedor muda a fala:
-Vocês não percebem que este império vai ser destruído? As Três-Marias vão derrotar a estrela Dalva na guerra dos céus!
O sinal está vindo para todos, mas poucos conseguem decifrar!
Ele está retornando para a terra...
As águas estão mais violentas e a justiça será feita!
Silêncio.
O semáforo fica vermelho e eu atravesso a rua como se fosse um grande corredor branco.
Entro no ônibus e vou embora.



Marina Oliveira

A Queda


Que aconteceu com seus filhos meu Deus?
Que imploram comida a seus ricos irmãos
E choram por água nas ruas desta imunda cidade

São anjos perdidos na terra, que vieram testar
A indiferença humana perante tuas obras?
Que triste história, oh Deus de Israel!

E não são contos de fadas...
Eu vi na minha porta um ser adormecido
Uma alma desprendida de seu poderoso exército.

Eu li nos seus olhos a história do mundo
Eles mostraram a grande guerra que está por vir
É uma nova era:

Fome e a miséria assolam a terra
A ignorância é massificada
O homem está sendo fabricado: embalagens e códigos de barra

Mas a babilônia está chegando ao fim
Enfim,
Poderei deleitar da fartura de Sião
(...)



Marina Oliveira

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Olhos infantis


Que quer dizer seus olhos criança?
Estes ‘olhos-espelhos’ empoeirados que escondem o brilho da infância
São profundos esconderijos da vida que guardam solidão e tristeza com toda agonia

Que quer gritar seus olhos criança?
Pequenos olhinhos que mostram a agressividade em que foi ferida tua alma
E choram tímidos pelas entrelinhas do espaço oculto

Que de tão pequenos guardam sua fala nas gotas que escorrem por dentro.
E nem sabem rezar os olhos, coitados...
São tão adultos num corpo de criança

Que quer achar seus olhos criança?
Que tanto procuras?
Que estão tão perdidos na putrefação humana
E lutam até mesmo contra a esperança, tentando a todo custo vencer a própria fraqueza
Escancaram-se como quem procura um pequeno vestígio de sorriso na sequidão mundana

Me diz agora adulta criança, não sabes da luz?
Da luz que habita em seu ingênuo coração, e faz com que consigas resistir a tantos atos de perversão?
Não sabes que toda sujeira grudada em tua face foi construída?
Ah menininha, pouco conheces os malfeitores de teu atual retrato!

Seus amendoados faróis da alma perderam a virilidade antes do tempo, minha pobre criança...
E seus olhos procuram respostas no escuro, no submundo da desumanidade.
Sua alma chora por não conseguir compreender o que fez para receber tal castigo,
E realmente, você nada fez;
Fizeram por você...



Marina Oliveira
(fotografia por Sebastião Salgado)

Tempo


Tempo não é dinheiro, nunca foi...
Ele é a vida inteira.
E a vida não se resume a uma folha de papel que destrói coisas belas.
Dinheiro sujo, podre...
Pois todos que insistem em voar além de Deus
Iludem-se com a beleza estética dos jardins suspensos da babilônia.
E cabe a cada um de nós podarmos diariamente as exigências supérfluas do ego para que ele não crie mais falsas flores...
A vida é uma passagem e a morte um nascimento,
Por isso o ego, pobre produto construído em frente à tevê,
Tenta nos iludir com a brilhante sensação de que a vida pode descansar num mar de rosas quando consumida,
E pintam em tinta óleo que a morte nada mais é que o fim.
E retratam que a verdade se encontra nas mãos de pobres poderosos.
E ensinam que as crianças são seres insignificantes (quando são as mais importantes)
E com toda esta exposição da triste modernidade a vida passa.
O tempo passa,
Voa ao encontro de um novo nascimento.
E roda, rola, corre, salta...
E quando você percebe a vaidosa existência virou pó.
E toda riqueza cultivada foi pelo ralo, parar (coincidentemente) nos bolsos dos feios corruptos;
É aí que você percebe que viveu apenas para ser funcionário, um fantoche usado para gerar lucros.
(...)


-Cada um é autor de sua própria história; o que vale não é a quantidade de linhas que você escreveu ao longo do livro da vida, mas sim, a qualidade do que foi escrito.



Marina Oliveira

Mar e Lua


No ar flutua o amor sereno da aurora crescente.
O vento sopra o tempo para o cair da noite...
E quando se encontram, num único ponto do horizonte
Entregam-se a paz, vigiados somente, pela luz das estrelas
Que de tão contentes caem céu abaixo...



Marina Oliveira