Em breve poderei andar descalça;
Sentir nos pés a textura da terra encantada,
Lavar a carne com as águas puras do Vale,
Respirar a verdadeira vida
E ser, sem temer perder o ter.
Porque este, não me serve de nada
É apenas um fantoche usado pelas propagandas
Numa sociedade iluminada por holofotes de grandeza material.
Falta pouco tempo para eu seguir o caminho
Que é marginalizado pelos grandes
E escolhido pelos resistentes.
Quero mais é deitar ao chão,
Deleitar o céu,
E deixar a alma passear nas nascentes das quedas...
Vou esperar o tempo sem olhar pra trás,
E enfim, dar adeus ao velho e decadente mundo.
-Serei marginal enquanto possível, e verei a putrefação do mundo como um final de tarde nas alturas do Pai Inácio.
Marina Oliveira
Um comentário:
Postar um comentário