
Está vendo criança,
O comprimento que a noite tem?
E que a largura do dia cresce a cada instante
Que o luar invade o céu como todas as flores
Da nossa primavera?
Pago caro por amar-te em alguns versos ditos
Por um pobre coração,
Que de tão louco mergulhou
No mais ‘embreagável’ líquido:
A esperança.
Perdoa-me por tentar mostrar o real
Tamanho das estrelas;
Que de tão apaixonadas pulavam
Na escuridão da noite.
Foi repentina a alegria da lua.
Está vendo criança?
Como a chuva lava a alma
Mas não leva sentimentos?
Que nem o tempo pode apagar
A sinceridade do olhar entre os astros...
O meu erro foi amar-te na claridade dos dias.
Em cada verso de poesia que fiz
E cantei por toda serenata dessa triste e linda história.
Perdoa-me o desafinar do violão,
Pobre canção, atordoada de amor.
Pago caro por entregar-te:
Alguns sorrisos sonhados,
Alguns sonhos não desvendados,
E pensamentos outrora
Inimagináveis.
Está vendo criança?
Que continuarei a amar-te na insolência
Dos meus versos íntimos.
Não mais tímidos, mas íntimos;
À medida que o tempo passa e o meu amor
Embrulha-se pra presente, aguardando o desabrochar da aurora.
Amo-te em cada pétala de flor que vires,
Em cada beija-flor que cruzar seus olhos,
Em cada pôr-do-sol – mesmo na presença da chuva-
Em cada nascer da lua.
Amar-te-ei a cada piscar dos teus olhos.
Marina Oliveira
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