
Quem sabe um dia não exista mais poesia,
a poesia do papel que dá sentido as linhas.
Quem sabe até ela sobreviva, para os que
respiram palavras e se alimentam da luz
que sopra nos ouvidos da vida.
E quando as palavras perdidas sumirem de
mim?
Serei somente pó.
Que sentido faz a existência sem as fantasias
poéticas, proféticas...
Que sentido faz irmão?
Viver sem o brilho da emoção?
Quando a poesia se esvair
e a ausência se tornar presente,
branca e reluzente;
Morrerei novamente.
Pois o que dá sentido a vida
é o balançar das palavras,
das minhas amadas,
palavras.
E quando não houver mais
a canção,
O tempo soprará nos meus ouvidos...
Oh! Amada poesia, há quanto tempo não lhe escrevo com
o coração.
Logo você, que faz meu sangue correr até fora do corpo...
Marina Oliveira
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