domingo, 17 de março de 2013


As pessoas sempre torram o pouco de paciência que tenho. É tanta babaquice que me sinto absoluta na minha solidão. Afinal de contas, se eu mandar todo mundo pro inferno sou considerada chata. Mas na verdade sou mesmo: chata pá caralho!
Parto do princípio de que é melhor ser chata do que ter de aturar esse bando de babacas falando coisas vazias todo o tempo. E enchem meus ouvidos de coisas fúteis. Falam sempre as mesmas coisas e sentem-se o máximo por cheirar cinqüenta carreiras de pó numa noite. Pois que morram de overdose!
Só tem lixo nessa terra e quase nada é reciclável. Há um grande vácuo que separa meu mundo das atitudes humanas disponíveis nesta realidade cibernética. Tudo é construído em cima da perfeição, dos sorrisos, das marcas, da inteligência - quase escassa-, da manipulação de imagens, imagens ocas, pessoas plásticas. Até parece que ninguém suja a roupa quando vomita. Acontece é que todo mundo esquece que debaixo da terra só há putrefação. Estou bêbada e de saco cheio de qualquer coisa que ande sob duas pernas.

- Fodam-se!

...Se tem uma coisa que faço bem é errar. A perfeição sempre me pareceu um porre.


Um comentário:

Matraca inversa disse...

Identifiquei. Precisava de ler algo que parecesse comigo. Já estava me achando meio louco. Nesta vasta e imensa solidão maravilhosa.