-Tá na hora de dormir menina!
Soprava-me nos ouvidos uma voz distante e firme enquanto eu
desfrutava da minha desvairada companhia. Deitada no vazio do mundo, na ante
sala do lunático, aguardando o alucinante espetáculo do meu encontro com aquela
droga de Rua. Ao fundo eu a escutava, mas não me importava muito com o que
era dito, estava extasiada com a quantidade de palavras que se apresentavam ao
som de um tango furioso.
Ela gritava, mas eu já estava dormindo.
Dormindo e caminhando com olhos de fim do mundo pelo meio da
noite.
Marina de Oliveira.

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