Está chegando a hora de ir embora novamente...
Enfim, consegui compreender que minha vida
foi feita de partidas.
Enfim, consegui compreender que minha vida
foi feita de partidas.
Estou sempre indo para algum lugar, ou lugar algum;
meu negócio mesmo é ir em frente.
Sempre me despedindo de pessoas que talvez
me despertassem algum sentimento;
acontece que meu tempo é curto demais,
na verdade eu nunca poderei saber
o que elas realmente significaram,
já que o meu destino é ir, ir sem vir.
Não fui feita para ficar,
mesmo que esteja latente o desejo;
minhas pernas sempre seguem adiante,
em passo firme e flutuante para
um novo mundo.
Sou uma cigana fascinada por coisas antigas;
elas me contam a história que eu nunca terei.
Afinal, partir, para mim, é um ato de sobrevivência.
E deixo claro que não se trata de uma fuga,
e sim, de uma busca por novas coisas
que me dêem vontade de fugir.
Sei que tenho que ir, e já está chegando a hora.
Preciso de novos riscos, novos medos,
de mais espaço para minha doce solidão.
Ela que inebria de fragmentos fantásticos
meu espírito de marinheiro desbravado.
O universo marinístico
não aprendeu a cativar forasteiros,
ele me fez absoluta no meu próprio ser.
Sem mais, sem cais,
Sem mais, sem cais,
sem qualquer resquício que me torne um porto seguro,
na verdade, a única coisa que não me descreve
é a segurança de viver estática.
-Minha casa é o mundo de dia,
e uma matrix a noite...
Marina de Oliveira

Nenhum comentário:
Postar um comentário