
Encontrei uma caixa há um tempo.
Não estava em sua melhor forma,
mas ainda apresentava grande resistência.
Era feita de madeira, talvez jacarandá;
Seu cadeado, apesar de apresentar sinais de ferrugem
estava guardando o interior com grande veemência.
O que mais me intrigou foi o fato de
o cadeado não possuir abertura para chave...
Estudei todas as possibilidades de abri-la,
Todas em vão.
Naquele momento minha mente concretizava o inimaginável,
fazia estripulias psicodélicas para decifrar alguma forma
de conhecer o segredo escondido naquela misteriosa caixa.
Foi quando numa dessas noites encontrei a chave necessária
para abri-la...
Em seu interior encontrei:
A alma do mundo que estava presa.
OBS: Cada um possui em seu interior a ‘chave’ para abrir qualquer ‘caixa’ - deste e de outros mundos-. O problema é reconhecê-la...
Marina Oliveira
Um comentário:
Só hoje tive tempo de comentar no seu blog... já entrei aqui há um tempo.
achei mto bons os poemas, adorei! amei a frase: “É que escrevo apenas segredos disfarçados
de sonhos.”
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