sábado, 26 de abril de 2008

Um sonho.


Após um repentino golpe,
Entra em devaneio...
Utópico.
Irreal.
Lúdico.
Surrealista.
Fantasioso.
Dorme,
Dorme...
Sente o sol.
Inspira.
Relaxa.
Sonha.
-Agora acorda, já está cinza.


Marina Oliveira

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Desabafo.


Eu choro.
Talvez porque tenha coragem demais,
Já que aqui não posso me movimentar muito.
Eu choro.
Talvez porque seja covarde demais,
E não fale muito, para dizer a verdade
Eu nunca falo.
Eu choro.
Eu escrevo.
Ou um ou outro,
Até mesmo os dois, quando me permitem.
Eu amo, eu amo tanto.
Talvez por isso eu chore e escreva.
Mas choro mesmo, pois não me permitem amar explicitamente.
Mas na insolência do meu Ego, eu continuo a amar por dentro
E a chorar por fora...
Por isso eu vivo, ou melhor,
Sobrevivo.
Não há dor mais profunda do que o silêncio,
A opressão.
E eu grito interiormente, de amor.
E eu grito exteriormente, nas palavras.
- Já que minha voz pouco se ouve.


Marina Oliveira

Creio que não.


Alguém aí sabe dizer quem sou eu?
Creio que não...
Nem eu mesmo tenho certeza, para falar a verdade, eu não tenho certeza de mais nada.
Hoje no ápice de minhas dúvidas, perguntei-me se era louca, mas aí eu pensei e repensei, chegando a mesma conclusão de sempre: “Louco mesmo é quem manda tudo para a puta-que-pariu!” E isso eu não fiz, ainda não...
Quando cheguei a este mundo, logo se encarregaram de me rotular, Marina (nome de mulheres muito dadas ao sonho e fantasia), para falar a verdade, esse é o único rótulo que é útil e agradável em minha vida.
Logo nos meus primeiros segundos de vida fora do útero de minha mãe, enfiaram-me goela abaixo, sem ao menos pedirem minha permissão, uma pílula; cujo efeito se mostra gradativamente, porém, com uma velocidade impressionante, se é que alguém me entende...
E em poucos instantes, sob efeito do tal TEMPO, entendi que teria que me moldar de qualquer jeito à vida dos homens.
Ah!
Estes são tão engraçados, sempre me pego distraída rindo da cara deles. Os homens se acham donos da verdade; andam por aí inventando valores, conceitos, modismos... E nunca sequer se questionaram sobre a precisão de suas “incríveis invenções”.
Realmente, este belo quadro só não é mais cômico, pois, os efeitos desta grande bagunça sempre caem sobre a minha pobre cabeça pensante, o que não é nada agradável.
Agora, neste exato momento me pergunto se estou no lugar certo. Olho para um lado, para o outro e vejo milhares de Nada; é um Nada simplesmente perfeito, produzido com a alta tecnologia do sistema. Entretanto, este Nada não passa de capa, de um produto descartável e completamente oco. Pensando bem, não teria lhe dado nome melhor do que Nada.
Eu não me considero um “super-homem”, como falava o bom e velho Zaratustra, me contento, por enquanto, com um Nada composto, um “Nada-alguma-coisa”.
Se realmente ganhamos o “livre-arbítrio” do nosso Papai-do-céu ( é aquele mesmo que mora em uma grande nuvem na imensidão azul, com seus animaizinhos e anjinhos da guarda) creio que, possamos amar e viver com quem quisermos, não é mesmo?!
Mas daí vem todo aquele discurso de liberdade, responsabilidade, e eu não estou com muito saco para falar disso agora.
Sempre tenho a impressão de que vivemos numa grande fábrica, onde, sempre que erramos, o diretor da mesma, vem com suas reclamações sobre os produtos; da um palpite ali, um concerto aqui, aperta um parafuso mais adiante... Isso, com toda a sinceridade existente no meu Ego, digo-lhe: é insuportável.
Acho que vou acabar dando uma de Manuel Bandeira e: “Vou-me embora pra Pasárgada”
O desejo lúdico dele parece mais agradável do que esta merreca de pseudo-felicidade que esta fábrica aplica em seus produtos.
Aqui é tudo tão igual...
Quando não é liso, é esticado, quando não é naturalmente loiro, se pinta os fios.
Creio que essas bonequinhas de luxo não se olhem mais no espelho, e é justamente quando percebem que passaram da validade, aí todas mudam, do corte reto, para a super franja, e assim a roda-viva da futilidade segue adiante...
Com o perdão da palavra, retiro-me agora, para tomar a “Coca-Cola das 17:00” ou posso ser mandada mais uma vez, para o concerto (entenderam a metáfora?).
É, creio que não...


Marina Oliveira

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Eu sou...


Sou uma obra surreal,
Um acróstico,
Uma poesia doce com palavras fortes
No hoje, sou barroca
No amanhã, romântica
Mas certeza mesmo, só do agora...
Agora sou uma explosão.
Um peixe no aquário, de espírito livre,
Sou a gota d’água,
Sou de cor púrpura,
Sou amor,
Sou ódio,
Sou humana.
Vivo o hoje,
Guardo o ontem,
Desejo o amanhã...
Quero beber o mundo num único gole!
Agora, sinto saudade
Agora, sinto fome
Agora, amo.
Sou mar...
Posso ser tanta coisa, que nem mesmo tenho certeza
Apenas sou
Um arco-íris, eu sou.


Marina Oliveira

quarta-feira, 9 de abril de 2008

:o)


O bom da vida é ser palhaça,
das graças e farsas felizes...
Contra o tempo e contra o vento,
assim, de graça; sem cobrar dos
outros a arte da risada engraçada.
Simplesmente palhaça...


Marina Oliveira