
No canto do quarto uma cadeira.
No canto do quadro,
no quarto do pintor holandês.
Uma singela cadeira.
Uma cadeira no vácuo.
Dona de uma força que sustenta.
Uma cadeira macia,
cheia de histórias...
Fica ali, no canto, quase imperceptível.
Assistindo aos surtos mais cheios de arte,
de quem morre pela loucura, ou melhor,
pela mais insaciável
e indescritível paixão às cores.
Uma cadeira dona de tantos sentimentos, que ninguém sente.
Uma simples cadeira no cenário bucólico de Arles.
Impressionista.
Inconveniente.
Assim o gênio das telas se perdia em meio aos girassóis, as cadeiras...
Sangue.
Escorre pela face do artista o sangue,
eis um pedaço de carne que sangra, orelha que eclode de arte.
Loucura?
Não! Apenas sentimentos...
Apenas revolta.
Fantasmas de um antigo pastor inconformado com Deus.
Estava bem com suas idéias, mas seu coração dilacerava,
rasgava seu peito em mil pedaços,
em mil cores.
Ele não se matou, foi assassinado pela incompreensão alheia.
E num estalo de fogo seu peito explode...
Uma cadeira, uma cadeira no quarto,
no quadro,
No canto do quadro,
no quarto do pintor holandês.
Uma singela cadeira.
Uma cadeira no vácuo.
Dona de uma força que sustenta.
Uma cadeira macia,
cheia de histórias...
Fica ali, no canto, quase imperceptível.
Assistindo aos surtos mais cheios de arte,
de quem morre pela loucura, ou melhor,
pela mais insaciável
e indescritível paixão às cores.
Uma cadeira dona de tantos sentimentos, que ninguém sente.
Uma simples cadeira no cenário bucólico de Arles.
Impressionista.
Inconveniente.
Assim o gênio das telas se perdia em meio aos girassóis, as cadeiras...
Sangue.
Escorre pela face do artista o sangue,
eis um pedaço de carne que sangra, orelha que eclode de arte.
Loucura?
Não! Apenas sentimentos...
Apenas revolta.
Fantasmas de um antigo pastor inconformado com Deus.
Estava bem com suas idéias, mas seu coração dilacerava,
rasgava seu peito em mil pedaços,
em mil cores.
Ele não se matou, foi assassinado pela incompreensão alheia.
E num estalo de fogo seu peito explode...
Uma cadeira, uma cadeira no quarto,
no quadro,
na alma do artista,
apenas uma cadeira.
-À Vincent Van Gogh.
Marina Oliveira
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