Teu sopro vai empurrando para fora de órbita os meus olhos,
Que vão assistindo amiúde teu não querer:
Você me quer tão longe
Que nem a linha do horizonte, na sua plenitude, poderia me abrigar.
A presença do teu silêncio me despetala enquanto flor,
Aos poucos me escondo na fria nudez.
-Por que não cuidas do jardim para que eu possa reflorescer?
Também não há correnteza que me leve para onde queres,
Pois não existe neste mundo – nem em outros-
Um lugar tão longe de chegar...
-A tua ausência de lembrança, aos poucos, me emudece.
Marina Oliveira
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