sábado, 16 de janeiro de 2010

Dois Grãos


Como são claros os grãos,
Tão pequeninos meninos
Que saltam pelo vento,
Dançando aos pés e ao leo...

Sem pudor... e com poder
Máscaras, um tremor!
Pode o juízo se perder?

Pode esse grão de poder nominar o amor?
Ou já se perdeu, querendo nominar o amor?

Ah... O mar já cresceu,
Invadiu,
É que cometemos loucuras,
Mas no final dá tudo certo.

Enquanto o mar viver para acalmar o sopro do vento,
Que faz voar o grão,
Está tudo perfeito!
Pois as ondas guardam segredos,
Que vem dos ventos orientar a direção

Deus, o homem mereceu?
Mereceu, mas não faz por merecer...
Perecer os males de tanto poder,
Perder!

Mas já aprendi a lição:

As contingências mundanas são desimportantes demais para ofuscar o brilho do amor.
-Vida, me faz flor?


Marina Oliveira e Anna Karenina.
15/01/2010

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