
Estou de mudança.
Vou para uma casinha simples onde poderei desenhar em suas paredes com uma porçãozinha de lápis de cor que peguei quando fui embora.
É um lugar muito engraçado, pequeno por fora, gigante por dentro...
Na parede ao lado da minha cama, desenhei uma porta bem grande, para quando eu despertar num repentino estalo da noite, eu consiga passar com sonhos, estrelas, lençol e tudo que tiver passeando por meus devaneios no momento.
Desenhei em cima do meu criado mudo um alto falante, para que ele deixe de ser mudo e passe a conversar, contar suas fantasias para que todos possam escutar; fiz também uma flor meio árvore, cujo nome é Acróstico, assim não precisarei arrancá-la de seu belo jardim.
Rabisquei várias janelas para que o sol e a lua possam adentrar a qualquer hora; arranquei as portas do meu armário, assim as roupas poderão caminhar livremente.
Na geladeira fiz um pingüim enorme, alí ele estará sempre refrescado.
Coloquei alguns peixes no teto, pássaros e borboletas por todos os lados, desenhei o mar com toda sua grandeza na sala de estar...
E toda noite quando o sono chega, guardo os olhos na caixinha e saio porta afora carregando todo sonho e fantasia que a adultos insistem em me tirar.
OBS.: Somente crianças conseguirão dançar entre as metáforas deste texto.
Marina Oliveira
Vou para uma casinha simples onde poderei desenhar em suas paredes com uma porçãozinha de lápis de cor que peguei quando fui embora.
É um lugar muito engraçado, pequeno por fora, gigante por dentro...
Na parede ao lado da minha cama, desenhei uma porta bem grande, para quando eu despertar num repentino estalo da noite, eu consiga passar com sonhos, estrelas, lençol e tudo que tiver passeando por meus devaneios no momento.
Desenhei em cima do meu criado mudo um alto falante, para que ele deixe de ser mudo e passe a conversar, contar suas fantasias para que todos possam escutar; fiz também uma flor meio árvore, cujo nome é Acróstico, assim não precisarei arrancá-la de seu belo jardim.
Rabisquei várias janelas para que o sol e a lua possam adentrar a qualquer hora; arranquei as portas do meu armário, assim as roupas poderão caminhar livremente.
Na geladeira fiz um pingüim enorme, alí ele estará sempre refrescado.
Coloquei alguns peixes no teto, pássaros e borboletas por todos os lados, desenhei o mar com toda sua grandeza na sala de estar...
E toda noite quando o sono chega, guardo os olhos na caixinha e saio porta afora carregando todo sonho e fantasia que a adultos insistem em me tirar.
OBS.: Somente crianças conseguirão dançar entre as metáforas deste texto.
Marina Oliveira
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