
É mamãe, vou ser poeta!
Daqueles antigos que aprendemos na escola,
Que viviam pra escrever,
E escreviam pra viver.
Dos livros antigos empoeirados do velho baú.
Mamãe vou ser poeta e não adianta insistir!
Não vou ser doutor de branco nem de preto,
Serei aquele das praças, das belas meninas, dos porres malditos
E da gravada mal arrumada sobre um paletó cor de caqui.
Vou ser poeta e você há de ver que do seu pranto farei
Um rio de flores...
-Meu filho, você vai morrer de fome.
-Não mamãe, vou morrer de alegria!
Marina Oliveira
Daqueles antigos que aprendemos na escola,
Que viviam pra escrever,
E escreviam pra viver.
Dos livros antigos empoeirados do velho baú.
Mamãe vou ser poeta e não adianta insistir!
Não vou ser doutor de branco nem de preto,
Serei aquele das praças, das belas meninas, dos porres malditos
E da gravada mal arrumada sobre um paletó cor de caqui.
Vou ser poeta e você há de ver que do seu pranto farei
Um rio de flores...
-Meu filho, você vai morrer de fome.
-Não mamãe, vou morrer de alegria!
Marina Oliveira


