
Um olhar vazio me observa com um ar de quem pede, quase implora por algo.
Um objeto real e totalmente persistente insiste para que seja notado.
Esta caneca presente ao meu lado possui um jeito insolente e grita por atenção. Ela me conquistou. Por sua sabedoria me encantei, esta simples caneca cor de noite possui histórias inacreditáveis...
Um pouco antes de completar 10 anos ela foi promovida, abandonou a vida de café com leite e passou a bisbilhotar as pontas das canetas que nela se abrigavam; esta caneca conhecia os números, as palavras, os poetas que transformam as palavras e principalmente, o poder que elas possuem...
As palavras são a principal fonte de vida e de morte também. Com elas um ser humano é capaz de transformar qualquer caminho.
As canetas possuidoras de uma elegância incomum tentavam ao máximo não deixar transparecer qualquer tipo de borrão, mas isso era impossível, pois as frases transbordavam por sua tinta; a caneca, muito esperta, logo se beneficiou com as informações que chegavam, completas ou incompletas; isso pouco importava, ela conseguia desmistificar, detalhar cada letra e formar uma sentença.
Não me apaixonei pela caneca propriamente dita, nem pelas canetas ou palavras que escapavam a todo instante, me apaixonei pela arte de saber que uma caneca com canetas me leva a um horizonte inexato, que é justamente onde quero chegar.
Marina Oliveira
Um objeto real e totalmente persistente insiste para que seja notado.
Esta caneca presente ao meu lado possui um jeito insolente e grita por atenção. Ela me conquistou. Por sua sabedoria me encantei, esta simples caneca cor de noite possui histórias inacreditáveis...
Um pouco antes de completar 10 anos ela foi promovida, abandonou a vida de café com leite e passou a bisbilhotar as pontas das canetas que nela se abrigavam; esta caneca conhecia os números, as palavras, os poetas que transformam as palavras e principalmente, o poder que elas possuem...
As palavras são a principal fonte de vida e de morte também. Com elas um ser humano é capaz de transformar qualquer caminho.
As canetas possuidoras de uma elegância incomum tentavam ao máximo não deixar transparecer qualquer tipo de borrão, mas isso era impossível, pois as frases transbordavam por sua tinta; a caneca, muito esperta, logo se beneficiou com as informações que chegavam, completas ou incompletas; isso pouco importava, ela conseguia desmistificar, detalhar cada letra e formar uma sentença.
Não me apaixonei pela caneca propriamente dita, nem pelas canetas ou palavras que escapavam a todo instante, me apaixonei pela arte de saber que uma caneca com canetas me leva a um horizonte inexato, que é justamente onde quero chegar.
Marina Oliveira
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