quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Caixa.


Encontrei uma caixa há um tempo.
Não estava em sua melhor forma,
mas ainda apresentava grande resistência.
Era feita de madeira, talvez jacarandá;
Seu cadeado, apesar de apresentar sinais de ferrugem
estava guardando o interior com grande veemência.
O que mais me intrigou foi o fato de
o cadeado não possuir abertura para chave...
Estudei todas as possibilidades de abri-la,
Todas em vão.
Naquele momento minha mente concretizava o inimaginável,
fazia estripulias psicodélicas para decifrar alguma forma
de conhecer o segredo escondido naquela misteriosa caixa.
Foi quando numa dessas noites encontrei a chave necessária
para abri-la...
Em seu interior encontrei:
A alma do mundo que estava presa.



OBS: Cada um possui em seu interior a ‘chave’ para abrir qualquer ‘caixa’ - deste e de outros mundos-. O problema é reconhecê-la...







Marina Oliveira

sábado, 2 de outubro de 2010

Conchinha musical.


Que tanto canta essa conchinha do mar?
Tão tagarela assim nem me deixa dormir.
É toda noite a mesma coisa,
sempre que fecho os olhos a falante
desatina a cantar sua eterna sinfonia.
Não satisfeita, conta história também...
Que é sempre a mesma:
O amor vivido na areia da praia,
achou uma casa e foi nela morar
(...)
Conchinha do mar.


-A um molusco saudoso.





Marina Oliveira

Vai saber...


Oh meu bem, não me olhas assim
como quem pede perdão.
Pois coração mole feito o meu ainda não vi igual.

Sei que há tempos estás imersa em minha poesia.
Cuidado meu bem!
Versos traiçoeiros como os meus ainda não li igual.

É que escrevo apenas segredos disfarçados
de sonhos.
Irreal, real, irreal, real...




Marina Oliveira

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Minhas consequências


Nunca tive muita paciência
para pensamentos longos e concretos.
Tenho uma irremediável mania
de fazer antes, pensar depois.
Só assim os pensamentos ficam mais
leves, desprovidos de muita densidade.
Eles passam por mim e logo ganham
a vastidão do horizonte.
Por isso ‘consequência’ não é algo
Que signifique muito pra mim...
Pois minha grande distração nessa vida
é deleitar-me nas surpresas que aparecem
nas distintas esquinas;
sendo assim, vivo também tristezas profundas,
Pois sei que as alegrias serão grandiosas
e verdadeiras.
É nesse misto de quedas e vôos que me sinto
fascinantemente viva.





Marina Oliveira

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Feijão com Macarrão


Nada é o que parece ser,
Nem nunca será.
O que é, verdadeiramente,
Esconde-se dentre os pareceres da vida.

Por isso meu amigo, tome cuidado, fique atento:
As cobras estão disfarçadas por entre as árvores...
Na verdade, o amor é o réptil.
Eu sou apenas o jardim.






Marina Oliveira

domingo, 12 de setembro de 2010

Comunicado ao Tempo;


Parei com o tempo,
Talvez por ter percebido que
Estava realmente parada no
Tempo.
Meu mundo lúdico misturou-se
Algumas vezes com a realidade,
E levou-me a um lugar mágico
Onde o passado não existe, ou melhor,
É esquecido.
Confesso ter vivido experiências que me
Fizeram crescer de forma inexplicável e
Empolgante.
(...)
Às vezes tenho a impressão de ter
Abandonado todo um universo só meu,
Que ninguém jamais ousou conhecer
Mas acontece que alguns sonhos nos enviam
Mensagens que muitas vezes
Não podem ser deixadas para trás.
Rompi com meu amado tempo,
E vou seguir andando ao lado
De um novo caminho.
Obrigada amor,
Mas agora prefiro encontrar-te
Em algumas poucas esquinas.
-Meu tempo agora é outro.







Marina Oliveira

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Até logo!


Já se faz tarde meu bem,
E eu não posso mais ficar.
Vou pra luta,
Tenho muito amor pra zelar.

E você, tem algo pra dar?
Que não se compre nem se possua.
Algo que seja estado de graça,
Pode até ser a pura sinceridade de um sorriso.

É que eu já cansei...
Das suas falas empacotadas,
E desta redoma de ouro
Que reluz empáfia.

Mas como eu ia dizendo,
Eu já vou embora,
Tenho muita terra pra molhar,
É que gosto mesmo do cheiro do mato, sabe?

E esse seu perfume forte me faz enjoar...
Já ta na minha hora e não vou mais ficar,
Que de longe o vento traz
O barulho do trem.

Lá vem ele cantando
Pra me embalar.
Eu to atrasado
-Até logo meu bem, eu vou para -a- mar!




Marina Oliveira

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um presente


Eu te amo tanto
Que só de sentir esse amor
Sei que não vou morrer
Vou viver pra ver,

Pra ver você:
Chegar de repente,
Com esse olhar de oceano
Abraçando-me lentamente até adormecer.

Pois sei que mesmo sem você presente
O amor que nos faz viver
É maior que a ausência
Que -tenta- nos fazer sofrer

Sei também que a saudade
Que aperta meu peito
É pretexto do tempo
Para eu aprender:

Que para nós a ausência não existe;
E é na fé que vamos trilhando
O caminho do amor,
Meu pequeno e grandeioso Zé...







Marina Oliveira

Um boteco, um samba e algumas doses de mar.


Foi nessa tal boemia que aprendi a sambar
E na desordem das ondas
Vou declamando alguns versos,
Tomando alguns goles...
Pois assim que Cartola anunciar:
“Corra e olhe o céu”
Eu vou pra nunca mais voltar!
E que a moradia destes versos
Seja sempre uma garrafa;
Um boteco, um samba e algumas doses de mar...






Marina Oliveira

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um poema sem nome
para um poeta contente:

-Que o melhor da poesia é deixar livre a mente...









Marina Oliveira

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Gota D'água


Depois de tanta chuva,
O mar se encheu,
E precisava apenas de uma única gota para transbordar...
Caiu uma gota d’água do céu,
Singular e cintilante.
Um beijo de liberdade eclodiu no oceano;
Ah! Como é bom viver!
-Adeus velho mundo...









Marina Oliveira

terça-feira, 3 de agosto de 2010

rouba-flor.


No verão de 1916 um pobre beija-flor apaixonou-se pela rosa mais bela dos jardins suspensos.
Mal sabia ele, que suas pétalas avermelhadas não foram feitas para amar...
E toda vez que o beija-flor se aproximava, a rosa dilacerava seu peito com espinhos;
porém, o ingênuo pássaro sempre a perdoava...
Até que um dia ele avistou uma verde esperança, que disse assim:

-As flores não amam e os pássaros também não sofrem.

Ele foi embora pouco depois do inverno de 1919, nunca mais voltou...
E até hoje a pequena rosa não sabe onde está seu coração.




P.S: Esperto beija-flor!





Marina Oliveira

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sonhos


Acontece que não sei interpretar os sonhos,
os que aparecem quando fecho os olhos...
Vai ver que são muitos; e quase todos sem fim.



Marina Oliveira

banho mari -n- a


Hoje estou viva.
Viva para sentir a chuva tocar minha pele,
Pra ouvir o vento sussurrar nos meus ouvidos doces palavras.
Antes de tudo, estou viva, porque simplesmente vivo;
Sobreviver não é comigo...
Sobreviver num mundo de máscaras, sem poder ser você, é
Para quem tem sangue de barata.
E eu não tenho!
Meu sangue ferve numa mistura de poesia e arte.
Eu vivo porque grito!
E grito bem alto para espantar as energias negativas.
E sigo andando lentamente pelas ruas dessa vida.
Plantando e colhendo meus frutos, regando algumas flores, alguns amores...
E sigo cantando o que sinto pelos bosques iluminados do caminho...
O que eu penso ninguém tira de mim.
Pois a vida é uma só; e ter medo de arriscar é para os pobres coitados.
Por isso eu risco, arrisco, rabisco, tropeço, levanto...
E finalmente petisco, quer dizer, deleito-me num enorme banquete de frutas frescas.
Hoje estou mais viva do que nunca, desenhando meu mundo com diversas cores, diversas figuras.
É tão bom viver sem razão, viver de emoção, viver como poeta...
Eclodindo amor e luz e bebendo a liberdade.
Andando por onde meu coração mandar,
Porque o mundo precisa de mais poetas!



-Ou será que são os poetas que precisam mais de 'mundo'?






Marina Oliveira

terça-feira, 27 de julho de 2010

pôr do sol


Senti o vento chegar
Com um perfume novo de flor.
Não era dia,
Muito menos tarde.
Foi na primavera desta nova fase...
A vida fluindo à espera de um novo amor;
Sem ressentimento,
Sem mágoa,
(...)
Era apenas a primavera das flores novas;
E o vento que passou
Deixou pra mim uma mensagem:

“Deste o melhor de ti ao ver o sol,
se ele se pôs, só resta ao mar seguir em frente
e só olhar pro céu quando valer a pena...”

-Escutei o vento e um beija-flor me abriu a porta.






Marina Oliveira

despertar


Em breve poderei andar descalça;
Sentir nos pés a textura da terra encantada,
Lavar a carne com as águas puras do Vale,
Respirar a verdadeira vida
E ser, sem temer perder o ter.
Porque este, não me serve de nada
É apenas um fantoche usado pelas propagandas
Numa sociedade iluminada por holofotes de grandeza material.
Falta pouco tempo para eu seguir o caminho
Que é marginalizado pelos grandes
E escolhido pelos resistentes.
Quero mais é deitar ao chão,
Deleitar o céu,
E deixar a alma passear nas nascentes das quedas...
Vou esperar o tempo sem olhar pra trás,
E enfim, dar adeus ao velho e decadente mundo.







-Serei marginal enquanto possível, e verei a putrefação do mundo como um final de tarde nas alturas do Pai Inácio.






Marina Oliveira

domingo, 11 de julho de 2010

A poesia da noite passada.


Fiz uma grande poesia
Com direito a luz de velas e boa companhia.
Um colo aconchegante,
Um calor quase que reconfortante
E algumas folhas fechadas para presente.

Fiz uma grande poesia com o corpo,
Mas a mente caminhava por outros mundos,
Ela e sua atroz teimosia...
Lembro-me bem que escrevi grandes versos,
Não sei ao certo seu conteúdo.

Sei apenas que era completamente ilícito.
-Uma poesia embebida noutro corpo...






Marina Oliveira

quinta-feira, 8 de julho de 2010

baía


Estes olhos da minha terra
Que se deleitam nestas águas calmas da baía...
Pouco sabe estes olhinhos que em breve
Serão feitos de água e sal.

Ah! Minha Bahia deixe-me vislumbrar
Mais um bocado desta terra
Recheada de beleza
Nas águas quentes dos sambas de Caymmi.

Que a vida é curta
E a alegria da minha velha Bahia
É comer vatapá com as notas da melodia
Que saem das águas do mar.




Marina Oliveira

Fotografia por Pierre Verger

O mundo com Daniela.


Não tem tempo ruim.
Nem Ela,
Nem Joana.
O mundo com Daniela tem:
Conversa fiada debaixo da escada
Fumaça voando por todos os cantos
Água também tem.
Uma bolsa que se enche, apenas, com duas latas:
A do amor - que é de Dani-
A da felicidade - que é minha-.
E quando essas duas se encontram...
O mundo fica completamente circular
As risadas correm no tempo
E ao chegar a casa no final de semana,
A vida ganha um tom de dormência bem singular.
Uma tela,
Algumas cores,
Uma pitada de fórmula,
E tempo,
Tempo a gosto!




Marina Oliveira

Felicidade é assistir o vento.


Há felicidade maior do que assistir o desenrolar do vento?
Quando brisa, balança as folhas,
Se mais forte, envolve os galhos...
Agora, meu caro amigo, bom mesmo é ver sua fúria na tempestade:
Só fica o que renasce!




Marina Oliveira

Amor infantil


Está vendo criança,
O comprimento que a noite tem?
E que a largura do dia cresce a cada instante
Que o luar invade o céu como todas as flores
Da nossa primavera?

Pago caro por amar-te em alguns versos ditos
Por um pobre coração,
Que de tão louco mergulhou
No mais ‘embreagável’ líquido:
A esperança.

Perdoa-me por tentar mostrar o real
Tamanho das estrelas;
Que de tão apaixonadas pulavam
Na escuridão da noite.
Foi repentina a alegria da lua.

Está vendo criança?
Como a chuva lava a alma
Mas não leva sentimentos?
Que nem o tempo pode apagar
A sinceridade do olhar entre os astros...

O meu erro foi amar-te na claridade dos dias.
Em cada verso de poesia que fiz
E cantei por toda serenata dessa triste e linda história.
Perdoa-me o desafinar do violão,
Pobre canção, atordoada de amor.

Pago caro por entregar-te:
Alguns sorrisos sonhados,
Alguns sonhos não desvendados,
E pensamentos outrora
Inimagináveis.

Está vendo criança?
Que continuarei a amar-te na insolência
Dos meus versos íntimos.
Não mais tímidos, mas íntimos;
À medida que o tempo passa e o meu amor
Embrulha-se pra presente, aguardando o desabrochar da aurora.

Amo-te em cada pétala de flor que vires,
Em cada beija-flor que cruzar seus olhos,
Em cada pôr-do-sol – mesmo na presença da chuva-
Em cada nascer da lua.
Amar-te-ei a cada piscar dos teus olhos.





Marina Oliveira

quarta-feira, 30 de junho de 2010

o roubo.


Roubaram minha inspiração
Levaram também meu chão,
Meu coração
E um punhado de versos que guardei para quando chegar o sol.

Invadiram minha casa
E vasculharam o sentimento mais tímido
Com atroz teimosia
E uma dose de perversidade

Reviraram também alguns sonhos
Espalharam minhas coisas por todo lado
Em cada cômodo era possível encontrar um pedaço de mim.
Papel, caneta, segredos e coração.

Não foi um ladrão qualquer,
Desses que roubam coisas ao cair da noite...
Assaltaram-me a luz do dia,
E que dia!

Levaram-me a poesia que fiz
Naquele fim de tarde,
Quando sentia a claridade do amor
Deleitar-se no tremor das águas.



Marina Oliveira

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Dança do Corpo


Na dança do corpo
Até a mente anda
Até a cadeira dança
E o corpo?
Será que sente?
Ou engana a gente,
Com seu ar ilimitado.
Será que é vento
Que balança os braços?
Que levanta as pernas?
E eleva a carne em seu suntuoso espaço
Mas o corpo mente, quando incorpora a gente
E faz girar o tempo nas entrelinhas do movimento...
E a cadeira que ganha vida?!
Bem sabe ela que apóia a mente...
Mas a vida dança,
E insiste em clarear o horizonte.
Pode até ser passarinho;
Mas aqui, sou eu sozinho,
Invadindo o céu ao som da arte.



Marina Oliveira

Escrito para a disciplina de Ação Artística.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Farsa-luz


Uma luz no céu surgiu
Lá vinha ela cheia de vida
Tentando ofuscar as tantas estrelas

Trazia mistério no corpo
Fumaça no rosto
És brasa ou chama?
Que chama a gente.

Tentando nos envolver
Nos seus raios de poder
Será mesmo que estes olhos
Podem tudo enxergar?

Diz-se ser sol na sua essência de vida
E usa de falsos artifícios para entreter
É o portador da luz que veio vindo despencado

Possui asas de coruja
E repousa no topo da pirâmide
Espalhando suas máscaras filantrópicas
Para quem não quer ver

E vem flutuando
A bola de fogo
Quanta soberba...

-BUMMMMMMMMMMMMMM!

Era uma nova.
Uma nova bomba para a guerra.
Pois que venha a farsa-luz!



Marina Oliveira

terça-feira, 30 de março de 2010

Turquesa


Havia uma cortina de flores
Com todas as espécies desta terra
Como eram coloridas as flores
Produziam um perfume doce de pólen

E convidavam as abelhas,
As borboletas
Que deixavam o ambiente ainda mais furta cor
Era uma explosão de vida para meus sentidos

Em pouco tempo chegaram os passarinhos
Cantando suas canções e fazendo estripulias pelo céu
E que céu!
Um tom azul turquesa quase mar...



Marina Oliveira

Para chamar a chuva


Cai chuva!
E que venha contigo a paz pra regenerar
Estes pobres humanos.
Vem lavar a alma dos impuros
Que sujam seus corpos com venenosos produtos
E limpa também os olhos,
Para que possam enxergar o vasto horizonte que vos foi dado.
Cai chuva, e vem com vontade!
Derruba os palácios deste contemporâneo império de ferro.
É o inferno pós-moderno da nossa civilização...
E faz crescer o cheiro das folhas que me lembram a infância.
Vem depressa lavar os rios, que estes peixes respiram pó.
Traz um bocado de amor
Pra fertilizar nossas frutas e embelezar nossas flores.
Enche de VIDA nossas “telenovelas”
Para que as crianças brilhem com sua natural ingenuidade.
Pois no meu tempo a risada era feita através dos banhos de chuva
Na areia do parque.
Traz água.
Traz um sonho pra mim.
-Uma gota de prata na pétala de flor já basta.



Marina Oliveira

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Vendedor de Balas


Havia no ponto de ônibus um moço que vendia balas:
-São as deliciosas balas...
Já gritava ele a sua freguesia.
Um estalo suspende sua fala por alguns segundos,
Silêncio.
Um arrepio chega com o vento que fez o ônibus ao passar.
O vendedor muda a fala:
-Vocês não percebem que este império vai ser destruído? As Três-Marias vão derrotar a estrela Dalva na guerra dos céus!
O sinal está vindo para todos, mas poucos conseguem decifrar!
Ele está retornando para a terra...
As águas estão mais violentas e a justiça será feita!
Silêncio.
O semáforo fica vermelho e eu atravesso a rua como se fosse um grande corredor branco.
Entro no ônibus e vou embora.



Marina Oliveira

A Queda


Que aconteceu com seus filhos meu Deus?
Que imploram comida a seus ricos irmãos
E choram por água nas ruas desta imunda cidade

São anjos perdidos na terra, que vieram testar
A indiferença humana perante tuas obras?
Que triste história, oh Deus de Israel!

E não são contos de fadas...
Eu vi na minha porta um ser adormecido
Uma alma desprendida de seu poderoso exército.

Eu li nos seus olhos a história do mundo
Eles mostraram a grande guerra que está por vir
É uma nova era:

Fome e a miséria assolam a terra
A ignorância é massificada
O homem está sendo fabricado: embalagens e códigos de barra

Mas a babilônia está chegando ao fim
Enfim,
Poderei deleitar da fartura de Sião
(...)



Marina Oliveira

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Olhos infantis


Que quer dizer seus olhos criança?
Estes ‘olhos-espelhos’ empoeirados que escondem o brilho da infância
São profundos esconderijos da vida que guardam solidão e tristeza com toda agonia

Que quer gritar seus olhos criança?
Pequenos olhinhos que mostram a agressividade em que foi ferida tua alma
E choram tímidos pelas entrelinhas do espaço oculto

Que de tão pequenos guardam sua fala nas gotas que escorrem por dentro.
E nem sabem rezar os olhos, coitados...
São tão adultos num corpo de criança

Que quer achar seus olhos criança?
Que tanto procuras?
Que estão tão perdidos na putrefação humana
E lutam até mesmo contra a esperança, tentando a todo custo vencer a própria fraqueza
Escancaram-se como quem procura um pequeno vestígio de sorriso na sequidão mundana

Me diz agora adulta criança, não sabes da luz?
Da luz que habita em seu ingênuo coração, e faz com que consigas resistir a tantos atos de perversão?
Não sabes que toda sujeira grudada em tua face foi construída?
Ah menininha, pouco conheces os malfeitores de teu atual retrato!

Seus amendoados faróis da alma perderam a virilidade antes do tempo, minha pobre criança...
E seus olhos procuram respostas no escuro, no submundo da desumanidade.
Sua alma chora por não conseguir compreender o que fez para receber tal castigo,
E realmente, você nada fez;
Fizeram por você...



Marina Oliveira
(fotografia por Sebastião Salgado)

Tempo


Tempo não é dinheiro, nunca foi...
Ele é a vida inteira.
E a vida não se resume a uma folha de papel que destrói coisas belas.
Dinheiro sujo, podre...
Pois todos que insistem em voar além de Deus
Iludem-se com a beleza estética dos jardins suspensos da babilônia.
E cabe a cada um de nós podarmos diariamente as exigências supérfluas do ego para que ele não crie mais falsas flores...
A vida é uma passagem e a morte um nascimento,
Por isso o ego, pobre produto construído em frente à tevê,
Tenta nos iludir com a brilhante sensação de que a vida pode descansar num mar de rosas quando consumida,
E pintam em tinta óleo que a morte nada mais é que o fim.
E retratam que a verdade se encontra nas mãos de pobres poderosos.
E ensinam que as crianças são seres insignificantes (quando são as mais importantes)
E com toda esta exposição da triste modernidade a vida passa.
O tempo passa,
Voa ao encontro de um novo nascimento.
E roda, rola, corre, salta...
E quando você percebe a vaidosa existência virou pó.
E toda riqueza cultivada foi pelo ralo, parar (coincidentemente) nos bolsos dos feios corruptos;
É aí que você percebe que viveu apenas para ser funcionário, um fantoche usado para gerar lucros.
(...)


-Cada um é autor de sua própria história; o que vale não é a quantidade de linhas que você escreveu ao longo do livro da vida, mas sim, a qualidade do que foi escrito.



Marina Oliveira

Mar e Lua


No ar flutua o amor sereno da aurora crescente.
O vento sopra o tempo para o cair da noite...
E quando se encontram, num único ponto do horizonte
Entregam-se a paz, vigiados somente, pela luz das estrelas
Que de tão contentes caem céu abaixo...



Marina Oliveira

sábado, 16 de janeiro de 2010

Dois Grãos


Como são claros os grãos,
Tão pequeninos meninos
Que saltam pelo vento,
Dançando aos pés e ao leo...

Sem pudor... e com poder
Máscaras, um tremor!
Pode o juízo se perder?

Pode esse grão de poder nominar o amor?
Ou já se perdeu, querendo nominar o amor?

Ah... O mar já cresceu,
Invadiu,
É que cometemos loucuras,
Mas no final dá tudo certo.

Enquanto o mar viver para acalmar o sopro do vento,
Que faz voar o grão,
Está tudo perfeito!
Pois as ondas guardam segredos,
Que vem dos ventos orientar a direção

Deus, o homem mereceu?
Mereceu, mas não faz por merecer...
Perecer os males de tanto poder,
Perder!

Mas já aprendi a lição:

As contingências mundanas são desimportantes demais para ofuscar o brilho do amor.
-Vida, me faz flor?


Marina Oliveira e Anna Karenina.
15/01/2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Meu pai, um pássaro e eu...


Meu pai me falou que o mais importante na vida é conversar com os passarinhos.
Segundo ele, essas tais flores que criaram asas nos levam para longe do sistema e nos entregam à luz...
Ensinou também que o mais importante não é o ato da conversa e sim a paciência da compreensão, o amor e a humildade para podermos entender as profecias que voam espalhadas pelo céu.
Ontem, quando estávamos sentados na beira do arco-íris, ele contou que certa vez um beija-flor lhe pediu ajuda para salvar um passarinho que machucara a asa...
Seus olhos verdes e fortes possuem o dom de iluminar tudo a sua volta, são dois espelhos que refletem a luz, que transbordam de paixão pela vida e saem cativando os filhos do planeta água.
Meu pai é um homem de mãos fortes e calejadas pela vida; porém, ainda possui o sorriso do menino que veio passear por este mundo rodeado de paz e amor.
É um homem que me ensinou a conhecer o caminho dos pássaros, mostrando que o mundo material é apenas um mecanismo do medo...
Apesar da distância que se faz presente, posso escutá-lo no canto das aves que voam rasantes por esse jardim, vejo seu brilho a cada pôr-do-sol, em cada estrela no céu, a cada pedaço de amor que vejo germinar nessa vida.
E antes de partir ele me deu o pote que existe no final do arco-íris; só assim pude perceber que dentro do vaso não havia ouro como nos foi contado, o que existe lá dentro é de muito mais valor: São todas as sementes que preciso para plantar o bem nesta terra.



Marina Oliveira

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Amor Solar



Poderia possuir todos os planetas deste vasto universo,
Todos os cometas, asteróides e satélites
Brilhantes do céu, arco-íris, flor, terra, água...
Eu iria derreter a lua com o calor do sol e distribuir gotículas de amor pelo espaço sideral...
Ah! Se eu fosse dona de toda grandeza que circunda o sol...
Jamais deixaria chover sobre ele, para que nunca perdesse uma chama sequer;
Viveria sempre em eclipse solar...
Apesar de sua imensa claridade a lua continuaria sempre olhando e admirando o belo centro do universo.
Poderia tudo neste infinito, menos aproximar a pequena lua do seu ingênuo amor.
O Sol só existe longe da Lua.
E eu continuo esperando o nascer da plena beleza todas as manhãs.
(...)



Marina Oliveira

domingo, 20 de dezembro de 2009

Letras Sem Direção


acidez
dez
Lucidez
Sonho
um quarto...
Dia
diamante
mente.
metade...
uma explosão de fumaças multicoloridas.
legal
ilegal
chakras se abrem em sintonia
sinfonia de luz.
paz, amor, Letras Sem Direção...




Marina Oliveira

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Comedor de Flores?!


Na imaginação dos pessimistas o homem come, tritura, mastiga uma flor e toda sua singeleza; para os otimistas a mesma que é digerida no estômago de porcos é capaz de rebrotar da sua alma... Para os realistas o mundo ainda pode ser salvo através da seiva, que apesar de não falar, já disse tudo e mais um pouco! Salva flor...



Marina Oliveira

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Seiva Flor


Flor é a parte que traz o saboroso fruto para o nosso mundo,
A parte mais sutil, a superfície da vida...
Flor é quando se tem amor, quando se vive com ventura.
É tudo que brota numa mistura de beleza, graciosidade, e alegria sem fim.
Flor é um estado genuíno que trás a verdade sempre ao lado.
É um raio de sol que aquece suas pétalas, uma gota de orvalho que escorre pelo caule.
É um sorriso estouvado, uma criança; é uma abelha que produz o suco mais doce,
Uma borboleta que cria mais flores...
Flor é tudo o que enxergamos com olhos infantis, de onde brotam as cores da paisagem.
Seiva é o que proporciona a existência de tamanha exuberância, é o que nutre.
É a energia substancial da virgem natura.
Uma junção de elementos vitais que transformam semente em arte.
Um líquido tão rico quanto à pura água.
Seiva Flor é a brisa que espalha o pólen, o perfume que o vento leva, o reflexo das cores na água dum rio, um pássaro que voa em busca de alimento...
É tudo que possui vida, que não destrói nem importuna outros seres.
Seiva Flor é o que o homem ainda não conseguiu imitar:
A singeleza de existir, extraindo apenas, o amor de tudo que brota do coração da mãe terra.
-Seiva Flor abriu a porta e falou que a Rosa não se encontrava.



Marina Oliveira

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Pirulicóptero


Estou de mudança.
Vou para uma casinha simples onde poderei desenhar em suas paredes com uma porçãozinha de lápis de cor que peguei quando fui embora.
É um lugar muito engraçado, pequeno por fora, gigante por dentro...
Na parede ao lado da minha cama, desenhei uma porta bem grande, para quando eu despertar num repentino estalo da noite, eu consiga passar com sonhos, estrelas, lençol e tudo que tiver passeando por meus devaneios no momento.
Desenhei em cima do meu criado mudo um alto falante, para que ele deixe de ser mudo e passe a conversar, contar suas fantasias para que todos possam escutar; fiz também uma flor meio árvore, cujo nome é Acróstico, assim não precisarei arrancá-la de seu belo jardim.
Rabisquei várias janelas para que o sol e a lua possam adentrar a qualquer hora; arranquei as portas do meu armário, assim as roupas poderão caminhar livremente.
Na geladeira fiz um pingüim enorme, alí ele estará sempre refrescado.
Coloquei alguns peixes no teto, pássaros e borboletas por todos os lados, desenhei o mar com toda sua grandeza na sala de estar...
E toda noite quando o sono chega, guardo os olhos na caixinha e saio porta afora carregando todo sonho e fantasia que a adultos insistem em me tirar.

OBS.: Somente crianças conseguirão dançar entre as metáforas deste texto.



Marina Oliveira

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Diálogo Confuso Num Mundo Globalizado.


-Quem é você?
-Eu sou... É... Hum... Eu sou eu!
Ora! Mas porque você quer saber quem sou?!
De que isso importa? Você não sabe quem sou?!
Então pra que perguntar?
-Mas quem realmente você é?
-Para que saber quem eu sou, se nem você sabe quem é?
-Eu sei quem sou! Sou apenas um nome qualquer, mas e você, com toda essa classe sabe mesmo quem é?!
-Sei sim! Vejamos... Eu sou o que consta no Registro Geral, apenas.


Marina Oliveira

Recortes de uma cabeça pensante


Recortes de revistas chuviscam o papel.
Descem pelo céu, atravessam a fala como um saboroso mel.
E vão dando vôos rasantes na imensidão da mente,
Dançando.
Reproduzem a infância, gritam a adolescência
E despejam gotículas salgadas quando passam de fase.
Vão caindo pelo chão,
Espalham-se...
Agora o Mar joga suas ondas e recolhe alguns recortes;
Recorta.
Vou colando na areia figurinhas de um sonho.
Mergulho ao som das águas cantantes, nado por toda essa paixão.
Depois volto a recolher alguns pedacinhos esquecidos,
Deixando-os ao pé do ouvido para ouvir uma boa história.
Assim vou andando com minhas revistas...
Trago-as para meu disco voador e vou processando letra por letra.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac...


Marina Oliveira

quinta-feira, 27 de agosto de 2009


O exato momento para contar uma história é agora!
O sonho exibi-se de forma palpável e inesgotável.
O mundo cabe dentro da alma, basta SENTIR o invisível...




Marina Oliveira

domingo, 23 de agosto de 2009

Passarinho


Preciso de uma Arara,
Um Gavião
Com asas e garras,
Que possua muitas cores
E voe muito alto,
Atingindo o espaço.
Quero o mar de fundo musical,
O calor do sol,
A força das asas perfurando todo o ar.
Quero um Tucano para admirar
Uma Coruja a observar nas entrelinhas do escuro.
E por fim, um Beija-flor pra viver navegando por aí...
Voa passarino!

Marina Oliveira

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O Luxo e o Lixo


Cansei das pessoas!
Cheguei à conclusão de que não possuo a tão respeitada virtude chamada paciência.
O mundo está cada vez mais arruinado e eu não tenho estômago para assistir a desertificação do meu lar.
As pessoas são tão mesquinhas que não conseguem enxergar que toda essa crise mundial é resultado de uma grande falha do sistema consumista, ou seja, ele não irá prevalecer por muito tempo. Ele é podre, está em decomposição.
Para que possuir tanto?
O Ser humano não precisa de dinheiro para sobreviver; o único bem necessário para sua existência é o mais destruído...
De quem é a culpa? Dos “exterminadores do futuro”, literalmente!
Sofremos grande influência da mídia. Nos deixamos ser controlados, subconscientemente, pela fantástica fábrica de sorrisos em larga escala.
Acreditamos fielmente na mudança de atitude dos OUTROS!
Mas, para que mudar não é?!
É demasiadamente confortável sentar frente à televisão, receber tonéis de informações sem ao menos refletir sobre o que é realmente passado. Adoecemos nossa juventude; o sistema capitalista transformou nossas crianças em fantoches que geram um lucro inacreditável.
É preciso deixar bem claro que além de todos os fatos, somos terríveis assassinos; pagaremos muito caro por dissipar, sem pena alguma, a verdadeira dona do mundo: a natureza.
Ainda tem gente que se pergunta qual a causa de tantas catástrofes...
A minha resposta para essa questão é: - A IRRESPONSABILIDADE e DESRESPEITO do homem para com os recursos naturais do nosso planeta.
A Fauna e a Flora são tratadas como inesgotáveis fontes de lucro.
Não tenho, ou melhor, não quero ter mais paciência para a falta de amor, para o egoísmo, hipocrisia, desperdício...
Qual a graça de viver entre prédios, buzinas, guerras, preconceito?!
É uma pena que eu não possa mudar o mundo, quer dizer, as pessoas. Contudo isso não me preocupa muito, afinal de contas, o tempo está correndo e quem vai fazer a verdadeira revolução é a Mãe Natureza.
Só pra lembrar: As potencias mundiais, os grandes impérios capitalistas estão desmoronando, virando pó...
Não vai demorar muito para um mísero pedaço de papel chamado dinheiro perder seu espaço por aqui.
-A terra é o Luxo, as pessoas que são o Lixo!


Marina Oliveira

Procura-se


Carro,
Carreta,
Combustível,
Logo ao lado,
Fumaça,
Automóvel.
-Árvore!
-Aonde?


Marina Oliveira

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Coqueiro


Um toco,
Sem côco,
Sem eiro.
No meio do nada
Habita um coqueiro.
Um toco,
Sem côco,
Sem água,
Oco,
Morto;
Porém, com raízes...



Marina Oliveira

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

As Quatro Estações


Para que sofrer se as flores brotam toda primavera?
E o sol brilha no verão;
No outono o vento leva as folhas antigas para renovar a vida;
No inverno a brisa mais fria congela as coisas boas...
O único sofrimento real dessa passagem é o rude e incorreto sistema.
Esse é o único motivo explicável para a palavra sofrimento, o resto é cor!



Marina Oliveira

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Menino dos Olhos Verdes.


Uma criança no corpo de homem
Um olhar verde esperança
Um sorriso largo e tímido
O menino dos olhos verdes
Traz consigo lembranças de um tempo bom.
Ele me trouxe,
Ele me fez,
Ensinou-me a sentir a vida com amor e paz de espírito.
O menino dos olhos verdes
Não tem os pés no chão,
E eu, sou que nem ele,
Sempre voando, voando, voando...
A vida é demasiadamente boa quando se sabe sonhar.
A riqueza vem de dentro e o espaço é sempre colorido
Para os que vivem na eterna infância.
O meu mandacaru canta e seu nome é Zé.


Marina Oliveira

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Malabares Mágicos


Tinham pessoas de todos os jeitos.
Alguns carregavam um animal exótico de estimação,
Cabelos confusos,
Cores inimagináveis,
Sorrisos largos e sinceros...
Um mundo a parte!
Na beira da praia,
Um som envolvente,
Sintonia entre corpo e mente,
Todos iguais, todos diferentes.
E a festa acontecia na lua
Na rua,
Na alma,
Na água,
Natureza perfeita, selvagem.
Um sonho, o começo de um novo tempo...
Um paraíso paralelo.
Longe de todas as regras e etiquetas.
Longe, longe, longe...
Cada vez mais distante de um mundo mecânico
E perto da luz,
Energia.
Um minuto de paz e amor,
É pra lá que eu vou...
Sem pano,
Sem papel.
Celebrar a vida, a que deveria ser vivida...
Sem medo,
Sem ressentimento.
Sentindo apenas o universo paralelo das pessoas
Que assim como eu, caminham lentamente observando o espaço,
Sem dar nomes aos fatos;
Apenas sentindo o suor pulando os poros
Numa química de grandes abraços.



Marina Oliveira

Eu, Segundo o Dicionário.


Ausência de guerra, de dissensões.
Boa harmonia.
Paixão ou grande entusiasmo por algo,
Tempo próprio para amar.
Sem tom nem som: a torto e a direito...
Que se faz por magia.
Maravilhoso, encantador.
Candeeiro, lâmpada, vela ou outra coisa acesa.
O que ilumina o espírito.
Massa líquida que circunda os continentes,
Imensidade.
Energia.
E mais outros significados que nenhum dicionário consegue explicar.
Inexplicável.


Marina Oliveira

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Gerúndio da Vida


O sol já vai chegando,

Brilhando para o despertar de seus filhos...

Em pouco tempo já se pode perceber:

O canto dos pássaros,

O orvalho das árvores,

A sutileza da brisa...

O mundo acorda sob os raios do rei,

E vai chegando a prima vera,

E a flor que desabrocha trás cor pra nova aurora,

E o mundo vai sorrindo,

O círculo fluindo,

Esse rio que nunca para...

Os animais que vão surgindo,

Indo,

Vindo,

Caminhando no gerúndio

Desse belo submundo,

Além mundo!

Mas a lua vem chegando

Com sua luz de puro encanto

E vai pondo sobre a mesma

Pouco a pouco as estrelas

E o mundo vai dormindo

Para quando o rei chegar

Recomeçar a trabalhar,

Recomeçar a encantar,

Nossos olhos tão finitos...
-Eu consigo senti-la!




Marina Oliveira

terça-feira, 7 de julho de 2009

Amor...


Enquanto o amor for restrito e individualista ele será limitado, é por isso que eu amo a existência como um todo: o mundo, as pessoas, os animais, a paz, a natureza, as grandes e pequenas coisas, a liberdade, a VIDA...Possuir um único tipo de amor é para as pequenas pessoas, o amor é ILIMITADO, quando se ama, se ama tudo e todos!

-O Bom é ser infinito.



Marina Oliveira