
Marina Oliveira










O sol já vai chegando,
Brilhando para o despertar de seus filhos...
Em pouco tempo já se pode perceber:
O canto dos pássaros,
O orvalho das árvores,
A sutileza da brisa...
O mundo acorda sob os raios do rei,
E vai chegando a prima vera,
E a flor que desabrocha trás cor pra nova aurora,
E o mundo vai sorrindo,
O círculo fluindo,
Esse rio que nunca para...
Os animais que vão surgindo,
Indo,
Vindo,
Caminhando no gerúndio
Desse belo submundo,
Além mundo!
Mas a lua vem chegando
Com sua luz de puro encanto
E vai pondo sobre a mesma
Pouco a pouco as estrelas
E o mundo vai dormindo
Para quando o rei chegar
Recomeçar a trabalhar,
Recomeçar a encantar,
Nossos olhos tão finitos...
-Eu consigo senti-la!
Marina Oliveira















Odeio analogias,
Não sou mais um que fala, eu sou quem fala!
Eu componho todas as minhas peças, meus diálogos foram feitos por mim, por isso acredito que a primeira pessoa do singular é indispensável, intransferível.
Eu consciente, eu diferente, eu o que quiser...
No meu anfiteatro eu que mando, eu que represento, os tolos obedecem; como poderia me esquecer dos tolos, esses são os figurantes, não sabem o que fazer, seguem somente as regras de um confuso espetáculo teatral, conheço muitos.
Ninguém é melhor ou pior do que eu, a diferença é que alguns não sabem aproveitar e compreender o “ser”, contentam-se com a superficialidade do “ter”.
Eu sou isso e não aquilo.
Marina Oliveira

Vou dar um tempo no meu dia,
Na minha agonia.
Vou dar um tempo verde,
Entrar num relógio de alquimia...
Olhar cada cor
Roubar do mundo os desejos do vento.
Que tempo bom esse que tenho,
Na beira da praia, no infinito do sonho...
Nesse universo paralelo tem gente grande
Tem eu e o tempo,
Tem eu e o vento
Eu e o que mais imaginar naquele momento
Eu compro o tempo, me enrolo com ele.
Eu, o tempo e Daniela.
Histórias pra contar
No andar circular da primavera...
Na praça redonda,
Nosso tempo é bom e único, quer dizer, eterno!
Marina Oliveira






