Quando eu fecho os olhos posso sentir meu espírito abandonar a velha capa e pairar pelos quatro cantos do mundo, deste e de outros mundos...
É um momento que possui uma riqueza singela, eclodindo um mundo de ideias que fluem em pequenas ligações entre neurônios abstratos. Esquecemos a verdadeira essência de existir, nos prendemos em um mundo material nos tornando seres que respiram e transpiram ilusões, que nos fazem dormir num leito de propagandas e cartazes; e quando despertamos somos atacados por falsas informações e sorrisos que confortam a pobre carne, assim podemos acreditar na utopia da liberdade terrestre. Simplesmente incorporamos pássaros do sistema e voamos neste universo de consumo pelo “bem estar”. Pelo bem estar dos grandes e poderosos, que vendem nossas almas a preços muito baixos, escravizando a autoestima de seres que buscaram uma vida marginal a toda essa putrefação...
Pois então aqui estou, sobrevoando mundos distintos, com a verdadeira liberdade, sem escravidão, sem medo; e com a certeza de que os assassinos do verdadeiro valor, irão se redimir diante a nova geração de navegantes guiados pelas sinceras palavras que ecoam amor. E quando nascer o sol, após o dilúvio, vamos aprender a ajudar e a semear a paz; e poderemos, enfim, colher os verdadeiros frutos da trindade: amor, luz e justiça. Digo adeus para a empáfia dos colonizadores em meio a fumaça...
-Que virem pó!
Marina Oliveira