sábado, 15 de janeiro de 2011

Meu presente pra você...


Pediram-me um poema
com frases, estrofes e tercetos.
Porém, poeta mais teimoso que
eu não existe.

Utilizarei então
as tuas adoradas reticências...
Pois há tanto o que falar
pequeno ser.

Tantas músicas para versar,
que eu, pobre poeta da noite
não conseguiria alcançar
a beleza e luminosidade
do teu olhar.

Fico então com tuas reticências.
Que nenhum soneto neste mundo
e nenhuma das mais belas estrelas,
seriam suficientes para descrevê-la...

-Não pude negar o pedido de uma insistente luzinha...




Feliz aniversário ;)


Marina Oliveira

domingo, 9 de janeiro de 2011

Metáfora da boa morte


...Pois o tempo, meu caro amigo, é mais breve que o bater das asas da mais colorida borboleta; que o vento sopra num tom suave de rima, para os misteriosos campos floridos da vida...
Então, escuta a melodia que brota dos sinceros sorrisos; que o tempo, meu irmão, nada mais é que o futuro numa fotografia.





Marina Oliveira

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pólen


Ainda somos sementes,
Temos de esperar a chuva chegar,
Só pra desabrochar;
Pétala por pétala...

Assim que a primavera chegar,
O brilho do amor virá
Junto com a brisa,
Balançando o caule da flor...

Paciência Flor!
Já que o amor, assim como o pólen,
foi feito para semear.
-Ao mais lindo Hibisco...




Marina Oliveira

domingo, 2 de janeiro de 2011

As quatro melhores coisas do mundo.


Após horas sob o sol escaldante, procuramos uma sombra e nos sentamos para observar o mar:
As pessoas que ali passavam, pouco iluminavam o ambiente, apesar das vestes bordadas com fios de ouro.
Ficamos sentados durante algum tempo sentindo o desenrolar do mundo com olhos entreabertos...
A conversa seguia sorrateira pelos grãos de areia, o salitre soprava o rosto, pingos d’água tocavam o corpo no momento que as ondas quebravam na praia.
Podia-se sentir a vida do dia, todos os movimentos que ele realizava para cumprir seu ciclo, a dança, o som, a alma...
Naquela mistura –quase que alucinógena- de singularidades, a voz de outrem me disse assim: “o homem ergueu seu próprio zoológico”.
Escutei com cautela, dei algum tempo para meu cérebro digerir a informação e concordei; não poderia ser diferente, já que a voz saiu de um ser tão igual a mim...
Após a conversa, quando as estrelas já estavam posicionadas para o espetáculo, levantamos, pegamos os malabares e concluímos: que as quatro melhores coisas do mundo são realmente, comer e viajar...








Marina Oliveira