sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um poema sem nome
para um poeta contente:

-Que o melhor da poesia é deixar livre a mente...









Marina Oliveira

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Gota D'água


Depois de tanta chuva,
O mar se encheu,
E precisava apenas de uma única gota para transbordar...
Caiu uma gota d’água do céu,
Singular e cintilante.
Um beijo de liberdade eclodiu no oceano;
Ah! Como é bom viver!
-Adeus velho mundo...









Marina Oliveira

terça-feira, 3 de agosto de 2010

rouba-flor.


No verão de 1916 um pobre beija-flor apaixonou-se pela rosa mais bela dos jardins suspensos.
Mal sabia ele, que suas pétalas avermelhadas não foram feitas para amar...
E toda vez que o beija-flor se aproximava, a rosa dilacerava seu peito com espinhos;
porém, o ingênuo pássaro sempre a perdoava...
Até que um dia ele avistou uma verde esperança, que disse assim:

-As flores não amam e os pássaros também não sofrem.

Ele foi embora pouco depois do inverno de 1919, nunca mais voltou...
E até hoje a pequena rosa não sabe onde está seu coração.




P.S: Esperto beija-flor!





Marina Oliveira

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sonhos


Acontece que não sei interpretar os sonhos,
os que aparecem quando fecho os olhos...
Vai ver que são muitos; e quase todos sem fim.



Marina Oliveira

banho mari -n- a


Hoje estou viva.
Viva para sentir a chuva tocar minha pele,
Pra ouvir o vento sussurrar nos meus ouvidos doces palavras.
Antes de tudo, estou viva, porque simplesmente vivo;
Sobreviver não é comigo...
Sobreviver num mundo de máscaras, sem poder ser você, é
Para quem tem sangue de barata.
E eu não tenho!
Meu sangue ferve numa mistura de poesia e arte.
Eu vivo porque grito!
E grito bem alto para espantar as energias negativas.
E sigo andando lentamente pelas ruas dessa vida.
Plantando e colhendo meus frutos, regando algumas flores, alguns amores...
E sigo cantando o que sinto pelos bosques iluminados do caminho...
O que eu penso ninguém tira de mim.
Pois a vida é uma só; e ter medo de arriscar é para os pobres coitados.
Por isso eu risco, arrisco, rabisco, tropeço, levanto...
E finalmente petisco, quer dizer, deleito-me num enorme banquete de frutas frescas.
Hoje estou mais viva do que nunca, desenhando meu mundo com diversas cores, diversas figuras.
É tão bom viver sem razão, viver de emoção, viver como poeta...
Eclodindo amor e luz e bebendo a liberdade.
Andando por onde meu coração mandar,
Porque o mundo precisa de mais poetas!



-Ou será que são os poetas que precisam mais de 'mundo'?






Marina Oliveira