quarta-feira, 30 de junho de 2010

o roubo.


Roubaram minha inspiração
Levaram também meu chão,
Meu coração
E um punhado de versos que guardei para quando chegar o sol.

Invadiram minha casa
E vasculharam o sentimento mais tímido
Com atroz teimosia
E uma dose de perversidade

Reviraram também alguns sonhos
Espalharam minhas coisas por todo lado
Em cada cômodo era possível encontrar um pedaço de mim.
Papel, caneta, segredos e coração.

Não foi um ladrão qualquer,
Desses que roubam coisas ao cair da noite...
Assaltaram-me a luz do dia,
E que dia!

Levaram-me a poesia que fiz
Naquele fim de tarde,
Quando sentia a claridade do amor
Deleitar-se no tremor das águas.



Marina Oliveira