quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Menininha da janela


Lá vem ela, olhar a primavera na sacada da janela.
E olha a flor num jeitinho dissimulado,
Um olhar bem disfarçado de quem tem um novo amor.

Lá vem ela da janela, uma flor de primavera,
Com um jeitinho disfarçado,
Um olhar dissimulado avistando o beija-flor.

Lá vem ela sorridente, desflorar a primavera
Numa saia de cetim...
E vem também um beija-flor dissimulado,
Com um olhar avantajado, roubar a bela flor do meu jardim.


Marina Oliveira

O fim do infinito


O meu infinito tem fim,
Ele alcança o limite da minha concepção de vida.
Sou o infinito condensado;
Sem razão, sem solução, mas com um término decretado.
A maior prova de que o ser humano não é ilimitado é a fórmula da vida,
Nascemos, crescemos e morremos seguindo um único caminho,
o qual aprendemos desde o início.
O infinito tem fim;
Ele termina no ápice do egocentrismo...


Marina Oliveira