
Odeio analogias,
Não sou mais um que fala, eu sou quem fala!
Eu componho todas as minhas peças, meus diálogos foram feitos por mim, por isso acredito que a primeira pessoa do singular é indispensável, intransferível.
Eu consciente, eu diferente, eu o que quiser...
No meu anfiteatro eu que mando, eu que represento, os tolos obedecem; como poderia me esquecer dos tolos, esses são os figurantes, não sabem o que fazer, seguem somente as regras de um confuso espetáculo teatral, conheço muitos.
Ninguém é melhor ou pior do que eu, a diferença é que alguns não sabem aproveitar e compreender o “ser”, contentam-se com a superficialidade do “ter”.
Eu sou isso e não aquilo.
Marina Oliveira

