sábado, 15 de novembro de 2008

Eu por mim mesma.


Odeio analogias,
Não sou mais um que fala, eu sou quem fala!
Eu componho todas as minhas peças, meus diálogos foram feitos por mim, por isso acredito que a primeira pessoa do singular é indispensável, intransferível.
Eu consciente, eu diferente, eu o que quiser...
No meu anfiteatro eu que mando, eu que represento, os tolos obedecem; como poderia me esquecer dos tolos, esses são os figurantes, não sabem o que fazer, seguem somente as regras de um confuso espetáculo teatral, conheço muitos.
Ninguém é melhor ou pior do que eu, a diferença é que alguns não sabem aproveitar e compreender o “ser”, contentam-se com a superficialidade do “ter”.
Eu sou isso e não aquilo.


Marina Oliveira

Vou dar um tempo...


Vou dar um tempo no meu dia,
Na minha agonia.
Vou dar um tempo verde,
Entrar num relógio de alquimia...
Olhar cada cor
Roubar do mundo os desejos do vento.
Que tempo bom esse que tenho,
Na beira da praia, no infinito do sonho...
Nesse universo paralelo tem gente grande
Tem eu e o tempo,
Tem eu e o vento
Eu e o que mais imaginar naquele momento
Eu compro o tempo, me enrolo com ele.
Eu, o tempo e Daniela.
Histórias pra contar
No andar circular da primavera...
Na praça redonda,
Nosso tempo é bom e único, quer dizer, eterno!


Marina Oliveira

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Poeminha de amor.


Olhares,
Sorrisos,
Cada abraço me faz crescer…
Seu cheiro instigante;
Seu andar debochado,
E novamente um abraço apertado
Que me deixa sem graça.
Que me prende ao mais doce devaneio
De um dia poder...
Menininha má,
Faz de mim o que quer;
E em reticências tudo acaba como uma
Amizade qualquer...


Marina Oliveira

Marina, na lata.


É menina,
É mulher,
É Marina mulher,
É um oceano qualquer,
É menina alegria que sabe o que quer.
É Nina mulher,
A menina alegria que é um oceano no sonho que quer,
E qualquer menina não sabe quem é.
A Nina que quer,
A menina mulher,
A Marina que é,
Alegria qualquer...
Na lata
No sonho de saber somente quem é.


Marina Oliveira