quarta-feira, 30 de julho de 2008

Intensidade das cores.


O grafite acinzentado rabisca a folha branca,
Mais branca que a neve no topo da montanha
Mais que o branco puríssimo.
Luz fluorescente de prisma único, que observa o verde
Da grama, mais verde que toda natureza.
As cores são mais cores
E o brilho dos olhos reluz mais que espelho.
A loucura é cor,
É brilho,
É fogo,
É utopia intensa colorida em meus olhos.


Marina Oliveira.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Sintonia.


Para voar é necessário um pouco mais de sintonia,
Com o céu, com a flora, com o vento...
Enfim,
É preciso que a borboleta ajuste suas diversas cores
Com o universo, que mantenha um mesmo circuito
De freqüência com um cosmo, não importa o qual,
Contanto que esteja sintonizado a um singelo prazer
De liberdade;
Num espaço surrealista e cromático.
Deixando então,
De ser inseto para borboletear,
Colorir como tinta guache,
E respingar quimera nos pequenos mortais
Com grande sintonia.


Marina Oliveira

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Como é belo o mar.


Hoje é dia de sentar-se frente ao mar.
Ah, como é bonito o mar...
O jeito como ele fala é de pura poesia e samba.
E canta, a cada onda encanta;
As meninas que se misturam às águas...
Aí pronto, a beleza mais nobre se confunde.
E quem observa ao longe, não sabe o que é mar ou o que é desejo.
Admira apenas a beleza, toda beleza de um infinito com corpo de água,
Pernas, seios, cor, brilho, cheiro e pecado.
O doce e o salgado enfim se encontraram no centro de meu olhar apreensivo.
E na imensidão azul de ondas e sambas, flutua o
Corpo nu.
Sensível, ingênuo, tímido, porém,
Instigante.
Como é lindo esse mar.
Tarde de samba, areia branca, ondas a ir e vir
No embalo da poética e calorosa tarde.
Como é bom viver no mar, do mar, morrer no mar...


Marina Oliveira