sábado, 31 de maio de 2008

O ser humano é fantástico.


As pessoas deviam ter vergonha de si próprias, vergonha de guardar tanto preconceito e rancor num lugar onde só deveria existir amor e compreensão.
O ser humano é fantástico; vivem numa busca diária de respostas para seus defeitos, apontando e condenando as diferenças alheias. Isso talvez seja uma forma de amenizar o sentimento de fracasso causado pela imperfeição, ou uma maneira mais cômoda de esconder a realidade e de sentirem-se menos incompletos; uma forma medíocre de elevar a auto-estima, que por sua vez é inconscientemente afetada por modismos e padrões de comportamento da sociedade.
Não me engano quando digo que o ser humano é fantástico, eles correm contra o tempo vivendo uma vida utópica, semeando uma empáfia desnecessária... No decorrer dessa viagem engolem a caixa de Pandora por inteiro, camuflam-se em capas norte-americanizadas, se olham num espelho almejando uma beleza narcisista, contudo, esquecem que a imagem é apenas uma das milhões de células que compõem o homem.
Observar com cautela e precisão para dentro talvez seja uma solução. Devemos nos conhecer, perceber que nada é perfeito, que a felicidade se encontra dentro de cada um e que o doce para mim, pode ser o mais amargo dos sabores para o outro... Afinal, o que seria do rosa se todos gostassem do azul?!


[Marina Oliveira]

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ego.


O que quiser.
Sou eu na hora que quero,
Quando quero,
Se for preciso, sou eu.
Só eu me amo como necessito,
Por isso sou o que quero,
O de mais urgente me transforma.
Eu, só para mim sou eu.
Para os outros sou constituída de metáforas
Demasiadas...
O meu riso é só meu,
Rio para dentro.
Isso me basta;
Eu.


Marina Oliveira

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Reflexo.


Um dia você olha para trás e observa com calma e agonia todos os momentos de sua vida,
As risadas, as lágrimas, tudo retorna num momento nostálgico em que você se senta e olha as antigas fotografias, os antigos planos que passam como um filme em sua cabeça, os velhos amigos que ficam congelados para sempre, alguns somente nos papéis...
Você se pergunta se no decorrer de tudo, suas ações foram realmente corretas; se amou pouco, se preocupou demais, se andou com pessoas verdadeiramente confiáveis e assim por diante.
Aí você enxerga, que a vida segue adiante e o tempo engole com voracidade cada pedaço do seu ser, sem pena alguma; alguns choram, alguns fingem estar tudo bem, outros pensam em desistir, cada um com sua característica reação.
Os amigos eternos se separam, cada um toma um novo rumo, e você tem a dura sensação de ter caído no esquecimento, de não ser tão importante como achava ser.
E o mundo continua a girar, e quando menos se espera você cresceu dolorosamente, aprendendo a alquimia da vida... É justamente isso que quero, transformar metais em ouro. Reciclar o passado, para viver num presente mais maduro possível, bebendo a última gota d’água, aprendendo que as pessoas possuem uma espécie de “embalagem” e vai de sua inteligência saber desvendá-las... O futuro é apenas conseqüência, um reflexo das entrelinhas percorridas na vida.


Marina Oliveira