sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Ei Mar!


Ei Mar!
Um dia eu me atiro de vez em você...
Ai sim,
ai poderei me libertar dos bens materiais que essa
sociedade nos impõe.
Só assim irei esquecer os maus bocados que fora de te passei...
Ei mar!
Um dia eu me entrego de vez aos devaneios
que em você é demasiado.
Ai eu me perco e esqueço que um dia eu
fui isto aqui,
produto importado ou coisa assim...
Ei mar!
Vê se me leva embalado pelas ondas
para perto de Yemanjá.
Para eu poder abandonar a pseudo-realidade que aqui estão a me impor.
Ei mar!
Ai vou eu, com os peixes morar.
No mar, no ar... De céu e luz vou me alimentar.


Marina Oliveira

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Eu e Ninguém.


Ninguém merece o meu sorrir...
Minhas lágrimas, minhas risadas, meus poemas, meu nada!
Poemas para os outros é tempo perdido, pessoas não sabem dar o devido valor à arte das letras.
Por isso dedico a Ninguém!
Este é capaz de compreender o verdadeiro sentimento que transborda em mim.
Ninguém é quem eu quero.
Na hora que quero.
Ele não me falta...
Alguém lastimável que me faz sofrer...
Me dói saber que este não mereça Ninguém como eu.
Amo alguém sem amor a mim.
Ninguém me viu sem metáforas, somente ele é como eu sou, sem preliminares.
Por isso eu não me machuco.
Ninguém é perfeito aos meus olhos,
Ele é meu tudo, meu nada.
Te dou nome próprio!
Ninguém não sai da cabeça, foi feito lá e somente lá o encontro...
Tenho ninguém,
Amo alguém.
Sou Ninguém!


Marina Oliveira

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Rimas...




São as pequenas rimas que dão vida a essa escrita que me sou!
Meus dias são letras desenhadas com imprecisão.
Letras que contam histórias do meu livro.
Vivo um grande livro de letras maiúsculas, minúsculas...
Menina que rima a vida de ondas e formas.
São as grandes escritas que dão rimas a esse livro que me sou!


Marina Oliveira